Waleed tem 40 anos e vive em Haifa, Israel, com sua esposa e filhos, e sonha em investir na carreira literária enquanto luta contra uma depressão crônica. Ele desenvolve um relacionamento próximo com seu vizinho, um trambiqueiro, com objetivos secretos a longo prazo. Esses planos se transformam em uma amizade inesperada entre os dois, e os conduz a uma jornada de encontros sombrios.
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É um drama, mas por conta dos dois personagens centrais (inicialmente um mais diferente do outro), acaba ganhando algumas cenas engraçadas. Depois, caminhando para o final fica meio sombrio e perde um pouco da graça. Mas não fica aborrecido, mesmo com a queda de interesse.
Além do tema do personagem principal também gostei da forma de mostrar o povo árabe fugindo um pouco de estereótipos... O dia a dia da família... com filhos na escola e etc
Vencedor de melhor roteiro no prêmio Um Certo Olhar no Festival de Cannes. Fui assistir sem esperar muita coisa e no fim se mostrou um baita filme. A história é bem simples, mas as coisas se conectam e falam sobre tabus tão cotidianos, como depressão e suicídio, misturados a situações de uma Palestina ocupada de uma maneira tão sútil me conquistou. A história se passa em Haifa, formada por uma grande parte de judeus que vieram da Rússia (por isso a médica é russa) e de uma maioria árabe que segue o cristianismo (por isso a dificuldade do personagem dizer que é muçulmano). A maneira quase tragicômica de se contar uma história tão pesada é característica do povo palestino e que engrandece muito a experiência de assistir ao filme. Nos apegamos aos personagens, nos envolvemos com eles, com seus problemas e conflitos e é isso que vale a pena em um filme. Atuações e direções que esbanjam talento. Daqueles que dá para indicar para uma grande maioria que acho que vai agradar.
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Sensacional, merece ser visto. Achei completo no yt.
Assisti em 29/10/22 na 46ª Mostra Internacional de Cinema de SP.