Artist Matt Furie, creator of the comic character Pepe the Frog, begins an uphill battle to take back his iconic cartoon image from those who used it for their own purposes.
Devastador. O documentário conta a jornada de Matt Furie, criador do quadrinho de onde surgiu o meme do "pepe, the frog", um cartum descontraído e divertido que foi cooptado pela extrema direita como símbolo fascista e propagador de ódio.
O filme mostra um pouco sobre a influência que isso teve nas eleições norte-americanas de 2016, mas me faz muito pensar nos efeitos que esse tipo de tática odiosa refletiu nas eleições brasileiras de 2018 e do crescimento do movimento neonazista no Brasil há algum tempo.
A internet é subestimada quanto ao seu poder, bem como a ridicularização dos autoproclamados "betas", que se tornou uma união de pessoas com muito ódio e preconceito, que acharam em fóruns alguma sentimento de pertencimento e valorização. Quem assistiu e não conseguiu refletir sobre a política mundial e sistemas econômicos, assista novamente com atenção.
Existe toda uma ingenuidade no filme que acaba diminuindo-o em diversos pontos, desde elementos mais óbvios — como dar um "final feliz" ao Pepe através dos protestos de Hong Kong — até certos detalhes — como a estética (das animações) que consegue atingir o Pepe das HQs, mas que possui certa dificuldade em atingir o Pepe meme do 4chan com sua estética caótica. Ao final, uma espécie de contradição com a temática mãe, a de relatar a jornada de conspurcação de um personagem, primariamente, ingênuo.
Mesmo assim, ainda creio haver certo valor nessa transcrição da saga do Matt Furie. Um tema bem arquetípico — criador x criação — que ganha ares extremos com a internet. Basicamente, a saga de metamorfose (de personagem juvenil a símbolo racista) parece massacrar a velha ideia de que "o autor é dono de suas obras", revelando características bem contemporâneas através da historização paulatina do documentário.
Muito interessante!!!
Devastador. O documentário conta a jornada de Matt Furie, criador do quadrinho de onde surgiu o meme do "pepe, the frog", um cartum descontraído e divertido que foi cooptado pela extrema direita como símbolo fascista e propagador de ódio.
O filme mostra um pouco sobre a influência que isso teve nas eleições norte-americanas de 2016, mas me faz muito pensar nos efeitos que esse tipo de tática odiosa refletiu nas eleições brasileiras de 2018 e do crescimento do movimento neonazista no Brasil há algum tempo.
Muito triste. Gostei.
caralho..
pessoas passando fome no mundo e o infeliz gastando uma fortuna com um cartão TOSCO e com erro ainda.
Existe toda uma ingenuidade no filme que acaba diminuindo-o em diversos pontos, desde elementos mais óbvios — como dar um "final feliz" ao Pepe através dos protestos de Hong Kong — até certos detalhes — como a estética (das animações) que consegue atingir o Pepe das HQs, mas que possui certa dificuldade em atingir o Pepe meme do 4chan com sua estética caótica. Ao final, uma espécie de contradição com a temática mãe, a de relatar a jornada de conspurcação de um personagem, primariamente, ingênuo.
Mesmo assim, ainda creio haver certo valor nessa transcrição da saga do Matt Furie. Um tema bem arquetípico — criador x criação — que ganha ares extremos com a internet. Basicamente, a saga de metamorfose (de personagem juvenil a símbolo racista) parece massacrar a velha ideia de que "o autor é dono de suas obras", revelando características bem contemporâneas através da historização paulatina do documentário.