Filho de um mineirador entra em conflito com o pai, um homem franco e honesto, e com a mãe, uma mulher possessiva. Isso porque o jovem revela-se um talento para as artes, contrariando assim os sonhos imaginados pelos pais. O rapaz então sacrifica sua oportunidade de estudar em Londres, desiste da jovem que ama, filha do fazendeiro local, e acaba se envolvendo com uma mulher separada no marido.
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Muito interessante que, como diretor, o experiente fotógrafo Jack Cardiff permite que seus fotográficos também brilhem (o Oscar recebido aqui por Freddie Francis foi absolutamente recebido), mas tudo no filme é antológico, a começar pelas potentes interpretações: a humanidade que jorra das atuações de Trevor Howard e Wendy Hiller é impressionante. São humanos, pessoas que erram no impulso de amar. O personagem de Dean Stockwell, por sua vez, segue uma linha diferente de composição: é quase misógino, em sua incompreensão inicial da repressão sexual alheia, introjetada em seis comportamentos afoitos e egoístas. Não li o romance original, mas dá para perceber o quão hábil e excelente é esta adaptação: as marcas registradas de suas teses sociológicas sobre a sexualidade estão evidentes, numa trama que possui considerações notáveis sobre as transformações relacionais acontecidas a partir de reivindicações contemporâneas por emancipação trabalhista. Há diversos subtemas abordados, em meio aos anseios por liberdade emocional do protagonista. Magnífico e aflitivo: saí da sessão angustiado, lembrei de algumas traições que sofri (e, talvez, também de algumas que cometi). Uma descoberta surpreendente: não esperava que fosse gostar taaaaanto. Fui arrebatado! (WPC>)
Não é ruim, mas também não é bom.
É um bom drama sobre relacionamentos humanos, seja familiar ou amoroso. Mostra como um está intrinsicamente ligado ao outro, especialmente na necessidade de aceitação. Destaque para as atuações de alto nível e um final corajoso.
Pequeno clássico britânico com bom roteiro e personagens complexos, tratando principalmente dos relacionamentos humanos, em especial do jovem Paul com seus pais, e também seu envolvimento com uma moça que conhece.
Destaque para a fotografia e para as atuações dos veteranos Trevor Howard e Wendy Hiller (como os pais), e dos jovens Dean Stockwell e Mary Ure.
Produção inglesa indicada a 7 categorias no Oscar: melhor filme, melhor diretor, melhor ator, Trevor Howard (1913-1988), melhor atriz coadjuvante, Mary Ure (1933-1975), melhor roteiro adaptado e melhor direção de arte em preto e branco, vencendo o de melhor fotografia em preto e branco; no Globo de Ouro, mais 5 nomeações: melhor filme de drama, melhor ator de drama, Trevor Howard, melhor ator de drama, Dean Stockwell, e melhor atriz coadjuvante, Mary Ure, vencendo o de melhor diretor, Jack Cardiff (1914-2009); no BAFTA, foi indicado a melhor atriz britânica, Wendy Hiller (1912-2003); no Festival de Cannes foi nomeado à Palma de Ouro de melhor filme.
Este filme é uma adaptação cinematográfica britânica do romance de D.H. Lawrence (1885-1930), de 1913, do mesmo nome. Freddie Francis (1917-2007), famoso diretor de filmes de terror da Amicus e da Hammer, ganhou o Oscar de melhor fotografia. Houve mais 2 versões do filme: uma minissérie feita para a TV, Sons and lovers (81), e outro filme feito para a TV, Sons & lovers (03).
Jack Cardiff escolheu filmar em preto e branco ao sentir que o Technicolor era bonito demais para um assunto tão corajoso. O filme foi filmado em muitos dos locais em que D.H. Lawrence realmente viveu. Uma adaptação atraente e pensativa de um romance difícil. A política sexual de D.H. Lawrence pode ter saído mal, mas a cinematografia e atuação ainda transmitem qualidade. Destaque para as grandes atuações do trio central: Trevor Howard, Dean Stockwell e Wendy Hiller. A canção-tema do filme é muito bonita.