A narrativa por fim ficou meio que caótica, mas há de se enaltecer o belo trabalho de filmagem e a qualidade do audiovisual não deixou nada a desejar. Trazer o espectador para dentro da quebrada foi uma das maiores qualidades que aqui se logrou. Um curta gostoso e se assistir.
Em conversa com o Jean-Claude Bernardet, mais cedo, confirmei que ele amou este filme. O diretor é reverenciado como uma das grandes vozes contundentes do Brasil contemporâneo, em sua pujança periférica. Compreendo o primeiro sentimento e concordo plenamente com o segundo. Mas... Comigo, o filme não funcionou. Vou assumir uma defasagem pessoal, a fim de tentar justificar a minha extrema animosidade em relação ao curta-metragem, mas fiquei extremamente incomodado (no pior sentido do termo). Não simpatizei com o protagonista masculino, incomodei-me com as evocações de saudade (induzida por algum rancor mal-explicado, que separou os personagens reais), desgostei do modo como a câmera esconde-se e/ou reconstitui eventos (a entrada na casa da mãe de Duda, por exemplo) e não acatei a hagiografia familiar. Achei o filme sobremaneira forçado, em termos emotivos, e desengonçado em sua atmosfera pré-ensaística - afinal, a narração escrita pertence a outrem, não ao realizador. Sinto-me na obrigação de rever e indicar o filme, mas, neste primeiro contato, a impressão é que o detestei, que ele feriu-me de maneira desagradável. O diretor parece ótimo, e seus discursos em entrevistas são bastante contundentes, mas, aqui, não deu, desculpem-me. Lidarei com esta má avaliação: problema meu, infelizmente! :( - WPC>
A narrativa por fim ficou meio que caótica, mas há de se enaltecer o belo trabalho de filmagem e a qualidade do audiovisual não deixou nada a desejar. Trazer o espectador para dentro da quebrada foi uma das maiores qualidades que aqui se logrou. Um curta gostoso e se assistir.
Em conversa com o Jean-Claude Bernardet, mais cedo, confirmei que ele amou este filme. O diretor é reverenciado como uma das grandes vozes contundentes do Brasil contemporâneo, em sua pujança periférica. Compreendo o primeiro sentimento e concordo plenamente com o segundo. Mas... Comigo, o filme não funcionou. Vou assumir uma defasagem pessoal, a fim de tentar justificar a minha extrema animosidade em relação ao curta-metragem, mas fiquei extremamente incomodado (no pior sentido do termo). Não simpatizei com o protagonista masculino, incomodei-me com as evocações de saudade (induzida por algum rancor mal-explicado, que separou os personagens reais), desgostei do modo como a câmera esconde-se e/ou reconstitui eventos (a entrada na casa da mãe de Duda, por exemplo) e não acatei a hagiografia familiar. Achei o filme sobremaneira forçado, em termos emotivos, e desengonçado em sua atmosfera pré-ensaística - afinal, a narração escrita pertence a outrem, não ao realizador. Sinto-me na obrigação de rever e indicar o filme, mas, neste primeiro contato, a impressão é que o detestei, que ele feriu-me de maneira desagradável. O diretor parece ótimo, e seus discursos em entrevistas são bastante contundentes, mas, aqui, não deu, desculpem-me. Lidarei com esta má avaliação: problema meu, infelizmente! :( - WPC>