O Fim e o Princípio

O Fim e o Princípio (2005)
Fim e o Princípio, O
Média do filme: 4.3 de 5 — baseado em 709 votos
MÉDIAFILMOW
4.3
709 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Eduardo Coutinho
País de origem Brasil 🇧🇷
Duração 118 min (1h58)
Classificação indicativa de O Fim e o Princípio: L - Livre para todos os públicos
Status Streaming

Dirigido por

Duração

118 minutos Classificação indicativa de O Fim e o Princípio: L - Livre para todos os públicos
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Sinopse

Sem pesquisa prévia, sem personagens, locações nem temas definidos, uma equipe de cinema chega ao sertão da Paraíba em busca de pessoas que tenham histórias para contar. No município de São João do Rio do Peixe a equipe descobre o Sítio Araçás, uma comunidade rural onde vivem 86 famílias, a maioria ligada por laços de parentesco. Graças à mediação de uma jovem de Araçás, os moradores - na maioria idosos - contam sua vida, marcada pelo catolicismo popular, pela hierarquia, pelo senso de família e de honra.

Elenco

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A Bola Preta

Comentários 0
amigos querem ver
thiifate
Thiago Fate
½
2 meses atrás

- admiro demais o cinema do Coutinho e como ele o faz, "vou para x lugar e vou conversar com as pessoas de lá, pode ser que saia um filme, pode ser que não"
- mas sempre sai, nosso povo é maravilhoso e ele ótimo entrevistador
- e esse filme é isso, um lugar do nosso país, como nosso povo, conversas boas, as vezes doídas, as vezes perdidas
- foi no interior da paraíba, mas eu vi muito das casinhas no interior de minas, dois idosos que eu visitava na roça com meus pais e meus avós
- sabedorias de jeitos diferentes, pessoas cansadas, no fim da vida, uma vida dura e de muito trabalho, vemos as dores, a fatiga e as injustiças nos olhares, nas mãos e rostos enrugados
- queriam que todas essas pessoas tivessem tido uma vida mas leve, mas não sou ninguém nem pra ter o direito de querer isso. mas sei que fico feliz de poder ter visto elas contando um pouco da própria história e ver seus sorrisos, apesar dos pesares

ocoracaodisparado
Ariane
½
8 meses atrás

O sertão está em toda parte.

priscilarezende
Priscila Rezende
1 ano atrás

Um exemplo poderoso do cinema como escuta. Eduardo Coutinho, mestre em documentários, vai ao sertão paraibano sem roteiro, sem personagens definidos, apenas com a disposição de ouvir. Que documentário! Um retrato profundamente humano e sempre político de uma comunidade esquecida pelo tempo e pelo país.

Aqui é possível conhecer o Sítio Araçás pelas vozes dos mais velhos - aqueles guardiões de memórias, de tradições, sofrimentos e sabedorias. A vida como ela é... dura, marcada por perdas, fé, família, solitude, silêncio e dignidade. O sertão que deixa tantas marcas. Com uma beleza tocante que há no contraste entre a simplicidade das falas e a profundidade das experiências... Um ser-tão profundo. E o povo dele que "é, antes de tudo, um forte”.

velho_cinefilo
Senhor Ivan
2 anos atrás

De fato,um dos melhores trabalhos do diretor.Tudo em seu devido lugar e histórias ainda mais emocionantes que antes.Parece uma despedida anunciada.

>Assistido em 23 de Outubro de 2023

igorarangues
Igor Arangues
½
4 anos atrás

E assim encerro minha jornada pelos documentários do Coutinho, curiosamente com o que mais se relaciona com finais, morte e posteridade.

Que me desculpe Glauber, Neville, Nelson e outros que tanto interpretaram nosso país por suas câmeras e ficções, mas Coutinho talvez tenha obtido através da sua linguagem mínima a abordagem mais reveladora do nosso povo. Ironicamente, fez tudo isso sem nunca tentar revelar, investigar ou descobrir algo novo, mas somente levando sua intenção de conversar e ouvir para onde quer que fosse.

Há algo de inominável, de metafísico - que tantos já tentaram transcrever em textos e artigos - que faz seu Cinema ser tão hipnotizante, tão curioso, tão sensível. Alguns vão pontuar como a forma de seus documentários e seu método seriam o cerne de seu funcionamento, ou seja, o modo como Coutinho tira da frente qualquer mecanismo que reforce a presença do dispositivo auxiliada por uma pesquisa minuciosa para escolha dos participantes. Outros vão se interessar muito mais pelos personagens em si, pelo "conteúdo", histórias tão riquíssimas dissipadas por Brasil a fora que carregam tanta sabedoria e quase ninguém para ouvir. A própria proposta de Coutinho em dar voz a essas pessoas como suficientemente interessante.

Entretanto, tem de ter algo mais poderoso que isso, tantos já tentaram reproduzir o método e o formato, mas não chegaram perto da delicadeza dele. Acho que Coutinho tem uma sensibilidade para acessar a humanidade de cada entrevistado e transformar aquela conversa em uma terapia que liberta para a eternidade a luta de cada um deles que possui nuances difíceis de reproduzir. Além disso, acredito a dificuldade que deva ser estar aberto ao acaso, ao chegar sem pauta e sair com o que o que fosse possível obter. Ele sempre esteve disposto ao descontrole.

Coutinho era de fato um diretor à parte de todo o resto, concentrou-se em temas universais e aqui, ao confrontar a terceira idade, inevitavelmente falou muito sobre a morte. Machuca demais os novos significados que isso aqui criou com o tempo. Eu queria tantos e tantos mais filmes desse homem.

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