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Data de lançamento
30 Ago. 2019Duração
1820. O cozinheiro Cookie Figowitz é contratado por um grupo de homens para fornecer seus serviços gastronômicos em uma expedição de caça de peles nos territórios do estado do Oregon. Durante a longa viagem, ele conhece King-Lu, um chinês misterioso que está fugindo de um grupo de russos que deseja se vingar.
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Gostei, sim, gostei mas tive a impressão de roteiro limitado, mal aproveitado, um trem assim. Pensaram no lance de uma vaca produtora de leite num lugar remoto e as consequências pitorescas disso mas pareceu-me "conversar" sobre isso sem maiores alardes.
Esse me pegou demais. Que atmosfera incrível o filme inteiro. O ritmo, a fotografia, as atuações na medida certa, os silêncios... Quando o filme consegue te fisgar e te transportar de verdade para o que está sendo narrado é porque tem algo especial ali. Eu me encantei.
E assim nasceram as duas grandes potências capitalistas do mundo contemporâneo. Tinha que ser de um casal héteroafetivo.
Confesso que eu gostei do filme, da sua ambientação e da forma mais contemplativa que adotou...
Dito tudo isso, destaque que ele também é cheio de problemas, o título não orna com o que o filme apresenta. Inclusive, o roteiro me pareceu bem sem rumo, just going with the flow...
A atuação do Magaro é simplesmente inexpressiva e pouco contribui com a trama. Ainda bem que o Orion Lee salva, sendo provavelmente o personagem mais interessante do filme.
Um dos grandes pontos fortes da Kelly Reichardt é sua busca pelo inconvencional, que abarca desde a direção minimalista até a representação de personagens pequenos, marginais e invisíveis em histórias simples. Fugindo do senso comum, “First Cow” apresenta-se como um western fora da curva ao contar a história de uma amizade nascida do sonho de enriquecer no oeste americano - objetivo primordial do capitalismo. Não há pistoleiros, cowboys ou grandes proprietários de terras e rebanhos, não há tiroteios nem ataques indígenas; todos aqueles elementos que marcaram o gênero western dão espaço para um padeiro e um chinês que procuram fazer dinheiro com a venda de doces. O espectador é apresentado ao cotidiano de figuras triviais em sua corrida particular no seio de uma sociedade capitalista incipiente.
A primeira metade soa dispersa, não há muitos indícios para onde a história vai, mas à medida que os protagonistas botam em prática seus esquemas tudo engrena e o filme torna-se interessante. Assim como em “Meek's Cuttoff”, Kelly nos convida a pensar um período histórico sob outras perspectivas, oferecendo um breve e importante vislumbre na vida de pessoas esquecidas pelas narrativas oficiais.