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Data de lançamento
17 Junho 2021Duração
O documentário animado nos apresenta Amin Nawabi (pseudônimo), um intelectual altamente graduado de 36 anos, luta com um segredo doloroso que manteve escondido por vinte anos e que ameaça desestabilizar a vida que construiu para si e para o futuro marido. Recontada pelo diretor Jonas Poher Rasmussen, seu amigo próximo, a história extraordinária da viagem feita por Amin na infância, como refugiado afegão, vem à luz pela primeira vez. História de autodescoberta, a animação mostra que só quem confronta o passado pode criar um futuro, e só quem para de fugir de si mesmo descobre o verdadeiro significado de ter um lar.
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O relato é muito tocante e importante, nos faz sentir como se estivessemos lá. Só não gostei do estilo da animação, acaba sendo bem sem graça e até cansando.
Não tenho muito a acrescentar, só queria dizer que é um relato lindo e devastador.
"Divirta-se." 🥲
Estou diante de um dos melhores filmes que já vi na vida, entra fácil no meu Top 10. A combinação de animação 2D com a narração serena e dolorosa do Amin faz de "Flee" uma obra original, impactante e dilacerante.
Sutil e devastador, Flee me pegou completamente desprevenida. Com sua animação delicada e fragmentada, o filme sussurra um passado traumático antes de desferir golpes emocionais que cortam a alma. Ver Amin silenciar, hesitar, e então finalmente liberar suas memórias — desde aquele container claustrofóbico até o peso sufocante da revelação sobre sua sexualidade — cria uma tensão que pulsa em cada quadro como um coração em pânico.
Não é apenas uma história de fuga física: é um mergulho íntimo e brutal sobre como o trauma nos remodela, deixando cicatrizes invisíveis que carregamos por décadas. A fusão inteligente de cores e estilos — tons quentes e dourados da infância perdida, paletas frias e desbotadas do exílio — funciona como um espelho emocional impiedoso, forçando o espectador não apenas a ver, mas a sentir cada ferida aberta.
Flee entende que algumas histórias só podem ser contadas em pedaços, porque a memória traumática não é linear — ela explode em fragmentos cortantes que precisamos juntar com cuidado, como cacos de vidro que ainda cortam.