Anderson
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Estes são os meus filmes e séries favoritos

Pecadores (Sinners) 1,2K 4.0

Pecadores

Coming Out (Coming Out) 1 3.9

Coming Out

Meu Eu do Futuro (My Old Ass) 111 3.2

Meu Eu do Futuro

Wicked (Wicked) 524 3.9

Wicked

Ficção Americana (American Fiction) 423 3.8

Ficção Americana

Abbott Elementary (1ª Temporada) (Abbott Elementary (Season 1)) 63 4.1

Abbott Elementary (1ª Temporada)

Abbott Elementary (2ª Temporada) (Abbott Elementary (Season 2)) 39 4.2

Abbott Elementary (2ª Temporada)

Vai na Fé (Vai na Fé) 23 3.8

Vai na Fé


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Invencível (4ª Temporada) (Invincible (Season 4)) 37 4.2

Invencível (4ª Temporada)

Entrevista com o Demônio (Late Night with the Devil) 770 3.4

Entrevista com o Demônio

O Agente Divino (O Agente Divino) 2 3.8

O Agente Divino

The Pitt (2ª Temporada) (The Pitt (Season 2)) 61 4.3

The Pitt (2ª Temporada)

Últimas opiniões enviadas

O Agente Divino (O Agente Divino) 2 3.8

O Agente Divino

  • Anderson
    1 semana atrás

    O Agente Divino chega à Netflix com uma premissa que, no papel, soa irresistível: um ex-viciado redimido por uma divindade taiwanesa, demônios urbanos, mitologia taoísta relida com estética cyberpunk. Tudo muito promissor — e é exatamente aí que a série comete seu pecado capital: ela promete uma revelação e entrega um sermão. Os episódios se arrastam num ritmo que cansa antes de empolgar, repetindo a mesma estrutura de caso sobrenatural da semana sem que o arco maior evolua de verdade. É o tipo de série que você começa animado, para buscar água no terceiro episódio e volta sem nenhuma pressa, porque sabe que o roteiro vai continuar girando em círculos esperando por você.
    O protagonista Han Chieh tem potencial genuíno, e Kai Ko faz o que pode com o material disponível — mas o roteiro o coloca numa espiral de conflitos internos que nunca se resolve, como se indecisão fosse profundidade. Os personagens de suporte existem mais como ferramentas de plot do que como gente de verdade, e a série não se esforça para mudar isso. A mitologia taiwanesa, que poderia ser o diferencial mais rico da produção, fica sendo decoração de fundo em vez de estrutura narrativa. É uma oportunidade desperdiçada de apresentar ao mundo uma cosmologia fascinante — tratada com a mesma superficialidade com que produções ocidentais costumam lidar com culturas não-brancas. Surpresa de ninguém.
    O que salva a série do esquecimento imediato são as cenas de luta. Quando O Agente Divino para de tentar ser filosófico e simplesmente parte pra porrada, a coisa funciona: as coreografias têm energia, as armas espirituais são visualmente inventivas e dá pra sentir que houve investimento real nesse departamento. É como quando você coloca um álbum novo pra tocar e só as faixas de trabalho prestam — o resto você pula sem culpa. Assista pelas lutas, torça pra segunda temporada ter coragem de ser o que essa quase foi.​​​​​​​​​​​​​​​​

  • The Pitt (2ª Temporada) (The Pitt (Season 2)) 61 4.3

    The Pitt (2ª Temporada)

  • Anderson
    1 semana atrás

    A 2ª temporada de The Pitt abandona qualquer ilusão de glamour médico e mergulha de vez no caos — e acerta. Ambientar tudo em um único plantão no 4 de julho é quase cruel, porque transforma cada episódio numa escalada de tensão que não dá respiro. Aqui não tem heroísmo limpinho: tem gente exausta, decisões moralmente duvidosas e um sistema de saúde que parece sempre prestes a colapsar. O roteiro entende que o verdadeiro drama não tá no caso mirabolante, mas no que aquilo faz com quem atende — e isso bate forte, especialmente quando o emocional dos personagens começa a rachar.

    O mais interessante é como a temporada dá espaço pra relações mais humanas, principalmente entre mulheres, sem cair no sentimentalismo barato. Ainda assim, não é uma série “confortável”: ela cobra atenção e devolve angústia. E sinceramente? Ainda bem. Num cenário saturado de dramas médicos pasteurizados, The Pitt prefere ser incômoda, quase sufocante — e é exatamente isso que faz ela se destacar. Não é pra maratonar relaxando; é pra sair de cada episódio meio drenado, tipo fim de expediente real.

  • Paloma (Paloma) 69 3.8

    Paloma

  • Anderson
    1 semana atrás

    Existe uma cena em Paloma que resume tudo o que o Brasil faz com suas mulheres trans: ela sorri. Sorri enquanto planeja o vestido, sorri enquanto dita uma carta ao Papa, sorri enquanto o mundo ao redor organiza silenciosamente os tijolos do muro que vai cercá-la. Kika Sena não está apenas interpretando uma personagem — ela está habitando uma verdade que o cinema brasileiro raramente teve coragem de olhar de frente com tanta ternura e sem condescendência. Paloma é negra, nordestina, analfabeta, trans, e o filme de Marcelo Gomes tem a grandeza de tratá-la não como símbolo de sofrimento, mas como mulher inteira, cheia de desejo, fé e amor — coisas que, no Brasil, ainda precisam ser reivindicadas como direito.

    O que parte o coração não é a recusa do padre, nem a reportagem cruel, nem o abandono de Zé. O que parte o coração é perceber que Paloma nunca pediu muito. Pediu o que qualquer pessoa tem direito: ser abençoada no seu amor, usar vestido branco, ouvir o sino da igreja tocar por ela. E mesmo isso — mesmo o mínimo, mesmo o óbvio — o país tratou como afronta. Marcelo Gomes filma esse processo com uma câmera que nunca abandona o rosto de Paloma, como se soubesse que desviar o olhar seria uma forma de cumplicidade com tudo que tenta apagá-la. É um gesto ético antes de ser estético.

    Paloma não é um filme perfeito — o roteiro tropeça em alguns momentos, e há quem questione, com razão, se uma história trans precisa sempre terminar em exílio para ser levada a sério. Mas Kika Sena transcende qualquer imperfeição narrativa com uma atuação que ficará. Ela carrega o filme nos ombros com a leveza de quem aprendeu que resistir também pode ser sorrir. Como diria Mariah Carey — que sabe melhor do que ninguém o que é lutar pelo direito de ocupar o próprio palco —, às vezes a maior vitória é simplesmente não desaparecer. Paloma não desaparece. E o cinema brasileiro é maior por ela ter existido nessa tela.

  • Tenshi Isshin 4 anos atrás

    Obrigado por aceitar

  • Tenshi Isshin 4 anos atrás

    Bom dia. Tô enviando uma solicitação.

  • Matt Vieira 4 anos atrás

    Ahhhh, super obrigado!