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A história da novela Vai na Fé gira em torno de Sol, conhecida como rainha do funk, largou a carreira após se converter à religião evangélica. Ela é cantora do coral da igreja em que frequenta no Rio de Janeiro. Mas, com a pandemia e as dificuldades financeiras, precisou se dedicar a outra função: vender marmitas no centro do Rio de Janeiro. Para atrair a clientela, usa letras famosas de funk como slogan de propaganda.
O talento de Sol é essencial para chamar a atenção de empresários e cantores. Por isso, ela recebe uma série de propostas, inclusive de Lui Lorenzo, um cantor de funk em decadência e muito sem noção que precisa voltar a bombar na música.
Sol viverá o dilema entre aceitar a oferta e tentar ter uma vida melhor ou se apegar aos seus princípios.
O núcleo do cantor de funk ainda trará seu relacionamento conturbado com a própria mãe uma artista do passado vivida por Renata Sorrah, que além de ser sua empresária, tenta controlar a vida do filho, e sua meia-irmã Lumiar, (personagem de Carolina Dieckmann) de quem é bastante afastado.
Lumiar é casada com Benjamin, que tem a sua visão de mundo transformada após ele sobreviver milagrosamente a um grave acidente de carro: um grande engavetamento em pleno Carnaval. Descobrir que é o único sobrevivente o faz repensar sobre o que quer da vida. Benjamin sobrevive sem nenhuma sequela. Os médicos e peritos são unânimes em afirmar que é quase um milagre que isso tenha acontecido. O advogado fica muito abalado e passa a achar que o acontecimento esconde algum motivo maior. Ele hesita em voltar para o escritório e não consegue mais trabalhar para clientes em quem não acredita, deixando quase todo trabalho para Lumiar (Carolina Dieckmann), sua mulher.
Para desespero dela, Benjamin fica obcecado com o acidente, buscando até na ciência e na religião a resposta que está dentro dele mesmo. Ben, então, procura as famílias das pessoas que morreram e supõe que deve ajudá-los de alguma forma. Benjamin auxilia a todos e de diferentes formas: apoio jurídico, dinheiro, trabalho ou simplesmente conforto. Quando ele começa a doar objetos da própria casa, Lumiar explode e ameaça interditá-lo.
Quem completa o trio de destaques é Theo (Emílio Dantas) um empresário ambicioso de sucesso que esconde negócios escusos. Na juventude, ele curtia sair das festas da elite carioca para frequentar bailes funk atrás de novidade, exotismo e drogas. Misógino, sempre percebeu as mulheres como objeto e não sente remorso ao usar de meios ilícitos para ter o que deseja. Mas sua conduta criminosa não se deteve apenas ao sexual. Nos bailes, ele conheceu Orfeu (ator não escalado), chefe de uma boca de fumo, e passou a fazer a ponte entre as drogas produzidas por alguns alunos de Química e o tráfico.
Anos mais tarde, Orfeu se torna seu sócio oculto em uma empresa de fachada de importação e exportação que, na verdade, faz a receptação e lavagem de itens eletrônicos obtidos em roubos de carga.
Como todo bom mau-caráter, se porta socialmente como um homem respeitável: um pai de família. Mas a verdade é que ele desprezará a mulher, Clara (Regiane Alves).
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Comecei a ver do meio para o final, achei boa, me fez voltar a ver novela, algo que não fazia há tempos. Tem uma ótima representatividade, até evangélico conseguiram mostrar sem parecer chato, falou de problemas mentais, depressão. Bons assuntos. As músicas do Lui são muito divertidas!
Consegui ver os primeiros capítulos pela Globoplay e acredito que a novela começou super bem, deu uma derrapada no final como foi o caso do falso sequestro, mas acabou com um bom último capítulo.
eu comecei a assistir do meio pro fim devido ao hype e os comentários que lia no twitter. curti muito a representatividade da novela, o roteiro é ótimo e os personagens convincentes. emilio dantas mandou muito como o vilão, sheron menezzes, samuel de assis e carolina dieckmann também foram incríveis, mas o meu destaque vai todo para a clara moneke, a kate é muito querida e ela mandou muito na interpretação. achei a última semana muito corrida (bem típico de novela) e muita coisa poderia ter sido resolvida antes, mas isso não impediu de um belo encerramento :)
Começou tão bem e teve todo o seu potencial arruinado pelo ego de seus roteiristas. Não vou me estender.
osh pq não tá podendo dar nota?
Assisti Vai na Fé (2023) de Rosane Svartman na TV Globo e na GloboPlay. Os outros co-autores eram Mário Viana, Renata Corrêa, Pedro Alvarenga, Renata Sofia, Fabrício Santiago e Sabrina Rosa. Vi a maior parte na TV Globo, mas quando não conseguia ver no horário, via na GloboPlay. Eu sempre vejo os primeiros capítulos das novelas, mas achava que não veria essa depois, uma pelo estilo do horário, prefiro às das 21h, e outra por falar de fé. Embora pareça não sou muito religiosa, mas a ideia de assistir produtos que falem e relatam vários tipos de fé. Vai na Fé entrou para a lista de novelas que mais amei. Já estou com saudade!
Eu participo de um grupo de novelas no whatsapp e tinha tempo que não víamos novelas juntas. Vai na Fé nos uniu de novo, bom, nem tanto, porque o bom de ver novela é poder discordar das escolhas, palpitar e "escrever a nossa própria novela". E volte e meia a gente discordava uma das outras. Eu era fã de Sol e Lui. Como disse uma amiga do grupo, ele fazia a Sol sorrir. José Loreto estava incrível.
Mas a retomada do amor entre Sol e Ben, a construção do amor, foi muito lindo. Não teve como não se emocionar com o casamento. Já era tempo de Sheron Menezes ser protagonista, o mesmo pra outro incrível ator, Samuel de Assis.
E não faltou música. E como nós amamos esses momentos. Além das músicas de Lui Lorenzo, ensaios, shows. Theo começou a ir em um karaokê, e outros iam com ele. A trama passou então a colocar músicas em vários trechos, com trilhas sonoras deslumbrantes, fortes e impactantes, com vários do elenco cantando. Que fantástico! Eu aguardava cada momento. Emílio Dantas arrasou em seu vilão pra lá de vilão. Amo Caio Manhente desde Berenice Procura.
Ele fez par romântico com a maravilhosa Kate de Clara Moneke, uma das grandes revelações da novela. Linda e talentosa, seu personagem teve muitas nuances. Inicialmente ela se envolveu com o Theo e a novela debateu temas urgentes como abuso e violência contra a mulher. Emocionei quando a Letícia diz "mas ela é só uma menina". Na trama passaram a por a culpa do envolvimento da Kate com um homem rico, mais velho e casado. Ela não tinha profissão definida, era balconista de um café, de repente começa a ser assediado por um homem rico, lindo, bem sucedido, julgá-la é no mínimo perverso. Interessante que por ser uma novela das 19h, abordou e aprofundou muitas questões urgentes.
Pra isso a novela contava com uma equipe de advogados. Dois protagonistas eram advogados talentosos em um escritório promissor. Era aí que ficava Lumiar, outra personagem cheia de camadas, inclusive a personagem que mais me identifiquei, por ela não ser religiosa, exagerada no trabalho, focada. E amei que o clichê não a levou para a fé, ela continuou cética, mesmo acompanhando a doença de sua mãe. Mais um grande personagem de Carolina Dieckman.
Os estudantes de direito, Lumiar era uma professora, davam o segundo tom no tema advocacia. Cotistas, eles passavam a trazer temas menos abordados entre advogados, mas mais mencionados nos jornais policiais. Jean Paulo Campos, que arrasou, inclusive, é preso por reconhecimento em foto, aberração que ainda existe nos dias de hoje. Os jovens criaram um grupo para debater injustiças, entender a lei, cuidar de casos difíceis.
Wilma Campos foi outra grande personagem com a maravilhosa Renata Sorrah em uma personagem repleta de diferenças. Atriz de grande sucesso, ela misturava em suas falas inúmeros trechos de grandes autores sejam da literatura, teatro, ou mesmo de novelas anteriores. Ao mesmo tempo foi uma péssima mãe e fez a bobagem de largar a carreira pra cuidar da do filho que desprezava. Ela odiava a música que ele ganhava dinheiro, então ela o humilhava constantemente. Vai na Fé trouxe ainda inúmeros trechos de peças de teatro, momentos únicos e mágicos. Queria que Lorençato (Bruno Garcia) tivesse voltado a trama e ficado com ela. Amei o curta Fumaça Macabra, nunca me diverti tanto.
Fomos às lágrimas com a Dora defendida magicamente por Cláudia Ohana. Ela e o marido tinham o Refúgio, ele era o maravilhoso Zé Carlos Machado. Ela descobre uma doença terminal. E de novo Vai na Fé passou a debater temas importantes, como o direito de um paciente sem chances de cura, escolher viver com dignidade em sua própria casa, com paliativos. A cena após a morte, das cinzas, a música, explodiu na internet. Foi lindo o cuidado de não fugir ao melodrama e fazer doído e triste, mas sem exageros e sem apelos.
Outro casal apaixonante era Clara e Helena. Gostei como foram construindo o amor das duas. Ela ainda casada com Theo, bastante preconceituosa em vários temas e a doce Helena. Regina Alves e Priscila Sztejnman arrasaram. Infelizmente o atual conservadorismo da TV Globo censurou várias vezes os beijos delas. A internet pressionou tanto que acabou acontecendo, mas bem depois quando outros casais entre pessoas do mesmo sexo também tiveram seus beijos censurados, foi muito triste e retrógado. Nós do grupo ficamos revoltadas.
Foram muitos personagens incríveis. A cada momento algum despontava em uma grande trama, como o Orfeu. Jonathan Haagensen arrasou com esse sombrio sócio. Enquanto Theo posava de empresário do ano, Orfeu nas sombras tomava conta de toda a marginalidade dos negócios deles. Renata Miryanova inclusive teve seu momento de holofotes. Secretária desde o pai do Theo, ajudava em esconder as ações ilícitas até que é traída pelo chefe e foge com o dinheiro.
Amava Bruna e Jairo, como torcia por esse casal. Ela começou vendendo quentinhas, passou a ter encomendas até que Sol ajudou ela e a mãe, a maravilhosa Elisa Lucinda, a montar um restaurante. Adoro a Clara Cristina Cardoso. Ela era daquelas amigas que todos queremos ter. Jairo era segurança de Lui Lorenzo e era muito batalhador. Lucas Oradovschi estava ótimo.
A parte virtual foi muito bem construída. A Guiga era a que mais encabeçava o tema. Mel Maia arrasou. A trama dela era engraçada, mas tinha traços dramáticos tocantes. Logo no começo seu pai é preso e os bens bloqueados. A mãe sempre viajando. Ela que tinha uma vida confortável, se vê de repente totalmente sem dinheiro. Ela era uma influencer muito respeitada e consegue com o seu trabalho continuar pagando a faculdade e sobreviver. Ela tem que mudar o seu estilo de vida e viver em um apart apertado, mas consegue com dignidade e trabalho se sustentar mesmo tão jovem. Ela ensina inclusive seu futuro namorado a trabalhar com isso também. Sem romantizar, a novela ainda mostra os perigos de não ficar atento a picaretas. E sim, ela ainda exagerava, o que sempre nos divertia. Na foto está com o primeiro namorado interpretado por Henrique Barreira, que falou de masculinidade tóxica. Antony Verão de Orlando Caldeira e Erika, da Letícia Salles, os dois fofoqueiros da novela tinham colunas virtuais de sucesso. Amei os desdobramentos e o desfecho de Érika.
Como disse eram muitos personagens. Outros atores eram Bella Campos como Jennifer, Mc Cabelinho como Hugo. Vitinho do incrível Luís Lobianco, o produtor. Naira de Tati Vilela, outra segurança. Dona Neide de Neyde Braga. Gabriel Contente como Tatá, Marcos Veras como Simas. Carlão por Che Morais. As crianças Manu Estevão, Nathália Costa e Nego Ney. Os jovens Sol, Ben e Theo; Jê Soares, Isacque Lopes e Matheus Polis.