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Primeiro filme de Harun Farocki fora da Escola de Cinema Berlim (DFFB), faz a ponte entre o caráter didático e a agitação política em sua obra, através de uma rígida escassez de meios cinematográficos. Contra o voyeurismo das reportagens sobre a Guerra do Vietnã, Farocki aposta numa elaboração pedagógica: partindo de uma reconstrução modelo da bomba de napalm, segue-se um apelo lúdico à resistência.
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Como pode um massacre? Como pode a guerra? Tristemente atual. A técnica contra a consciência. A desumanização do outro.
Já foram os comunistas, já foram vários povos da África e da América, já foram os judeus, hoje os Palestinos.
"Sou operário e trabalho numa fábrica de aspiradores.
Um aspirador poderia ser muito útil pra minha mulher. Por isso todos os dias levo uma peça escondido pra casa; Mas não importa como tento montar, o resultado é sempre uma metralhadora"
"Sou estudante e trabalho numa fábrica de aspiradores.
Mas acho que a fábrica está produzindo metralhadoras portuguesas.
Por isso todos os dias levo uma peça para minha casa e tento montar a arma, mas não importa o que eu faça, ela sempre se transforma em um aspirador."
"Sou engenheiro e trabalho pra companhia de eletricidade. Operários pensam que fazemos aspiradores Estudantes pensam que fazemos metralhadoras
O aspirador pode se converter em arma e a metralhadora em aspirador. O que fabricamos depende de operários, estudantes e engenheiros"
FODA
12/03/21
Uma pérola do cinema ativista.
"How can we show you napalm in action? And how can we show you the injuries caused by napalm? If we show you pictures of napalm burns, you'll close your eyes. First you'll close your eyes to the pictures. Then you'll close your eyes to the memory. Then you'll close your eyes to the facts. Then you'll close your eyes to the entire context."