Duração
O documentário reflete, através de linguagem do documentário experimental, a relação da comunidade indígena do povo kariri, situada na Chapada do Araripe (zona rural do Crato/CE), com a água, desde o mito indígena de origem e recriação do mundo ao mito desenvolvimentista capitalista de controle das águas do Rio São Francisco.
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Tive o orgulho de ter encontrado pessoalmente a co-diretora numa oportunidade e fiquei fascinado perante as suas participações actanciais nas obras mui empolgantes do cineasta Gurcius Gewdner (que também colaborou com este projeto identitário e protestante). Como tal, adentrei a sessão com muita expectativa e ansiedade, e deparei-me com uma obra que, apesar de sua urgência e importância temática, possui momentos que flertam com o jornalismo, o que retira um pouco do impacto advindo de momentos esteticamente inspirados, como o uso de tintas fosforescentes, a respiração ofegante dos indígenas e as seqüências filmadas no interior de tubulações. Alguns momentos são muito bonitos, outros são bastante contundentes, pois ouvindo os relatos angustiados de moradoras originais de uma região devastada pelo agronegócio. O tom irregular talvez advenha do sobejo de intenções condutoras, o que não deveria ser um problema, mas sim uma exortação plurivocal. Entretanto, há algo de dissonante no conjunto. Que resolve-se nas revisões e indicações emergenciais: é um filme que cresce através do diálogo, do debate e da práxis! (WPC>)