Franco Merli, foi um ator italiano, mais conhecido por seus papéis em ''Salò, ou os 120 Dias de Sodoma'' e ''As Mil e Uma Noites''.
Pouco se sabe sobre Franco Merli, que atuou em diversos filmes italianos ao longo da década de 1970.
Ele nasceu em 31 de outubro de 1956 em Roma, Itália.
Em 1973, o famoso poeta e cineasta italiano Pier Paolo Pasolini descobriu Merli, o jovem de 16 anos trabalhava como frentista em um posto de gasolina na época (como relata Ninetto Davoli , amigo de Pasolini e ator na maioria de seus filmes, Pasolini procurava um jovem para o papel principal em seu próximo longa-metragem, As Mil e Uma Noites, o diretor imediatamente percebeu que Merli, com seu físico pequeno, porém musculoso, sua aparência morena mediterrânea e seu sorriso fácil, era a escolha perfeita para o papel de Nur Ed Din, ou, como ele disse certa vez: "(...) um garoto de Corleone (na Sicília) que tem a inocência de seus dezesseis anos no físico de um jovem de dezoito."
As Mil e Uma Noites estreou em 1974 e foi um sucesso internacional; Merli ficou com vontade de trabalhar no cinema, após sua estreia, ele apareceu com o cabelo loiro platinado na comédia de Gianni Martucci de 1975, La collegiale.
Em 1975, Pasolini o contratou novamente para o papel de uma das vítimas masculinas em seu infame Salò, ou os 120 Dias de Sodoma, neste filme, Merli, assim como os outros atores não profissionais, foi chamado por seu nome verdadeiro, Franco, o diretor escolheu Merli mais uma vez, não apenas porque ele personificava o "tipo Pasolini" em excesso, mas também porque o jovem ator já havia provado em Mil e Uma Noites que se sentia perfeitamente à vontade aparecendo nu diante das câmeras, de certa forma, Salò imortalizou o rosto de Franco, já que uma das imagens mais divulgadas do filme era o close do jovem Merli com a língua cortada nas cenas finais de tortura.
Em 1976, Merli apareceu na tela como Fernando, filho de Nino Manfredi , que ganha a vida como prostituto travesti em Feios, Sujos E Malvados, esta sátira social do diretor italiano Ettore Scola também foi (com exceção de uma pequena participação no filme de 1979 Il malato immaginario), o último filme de Franco Merli como ator.
Como o mentor de Merli havia falecido e sua escolha de papéis (ou talvez os que lhe foram oferecidos) era bastante incomum, ele não conseguiu encontrar mais trabalho na indústria, apesar de sua versatilidade como ator, capaz de interpretar desde a pura inocência até a devassidão, o fato de ter se tornado tão fortemente identificado como o "rosto" e o "corpo" do controverso Salò foi um fator que contribuiu para isso, e a perda do seu mentor muito cedo o diretor Pasolini, morto em 1975.
Em 2006, Franco Merli voltou a aparecer nas telas de cinema quando o documentário de Giuseppe Bertolucci sobre Pasolini e a produção de Salò, Pasolini prossimo nostro (Pasolini ao nosso lado), estreou no Festival de Cinema de Veneza.
Merli morava em Roma e trabalhava em um banco, ele tinha dois filhos.
Merli morreu após uma longa doença em Roma, em 17 de maio de 2025, aos 68 anos.
Filhos: 02
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