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Asteroid City tem uma sabedoria sobre o sonho e a criatividade como a maior potência que temos a nosso favor contra a dor do luto ou qualquer adversidade da vida, que me toca em um lugar de mim que eu nem sei qual é. É o filme manifesto poético que eu precisava para acomodar embaixo do travesseiro e sonhar com ele todo dia. E adormecer para poder acordar, porque sem sonhar não tem como e nunca teve.
Não é feito algo exuberante assim, nessa magnitude, desde "O Portal do Paraíso", de Cimino. Que presente estar vivo hoje, aqui e agora, para poder ver cada imagem deste filme passando na frente dos meus olhos. Só posso crer, que não só para László, mas também para nós, que era destino.