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Dois homens extraordinários: Jacques Jaujard, diretor do Louvre, e o Conde Wolff-Metternich, general da ocupação nazista em Paris. Inimigos e posteriormente colaboradores, formaram uma aliança que seria a força por trás da preservação de tesouros do museu francês. Explorando as relações entre arte e poder, o filme mostra o Museu do Louvre como um exemplo vivo da nossa civilização. Misturando elemento de documentário e ficção, o mestre russo Aleksandr Sokurov (de Arca russa e Fausto) reflete sobre o papel da arte em meio ao um dos conflitos mais sangrentos já vistos.
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Super! Um passeio magnífico pela história do Louvre.
Francofonia: Louvre Sob Ocupação - França - 2015 - visto no dia 26.11.2020
Filme diferente, reflexivo, interessante. Analisar sobre a segunda guerra mundial, todo seu contexto, pode trazer vários assuntos à tona e em diversas áreas onde a 2° grande guerra pode ter afetado. E o campo das artes não seria diferente. Aqui tem filmagens incríveis quando
Adolf Hitler e seus subordinados invadem e ocupam a França nos anos 40, como as artes plásticas era algo de fascinação, desejo, admiração do líder nazista,
também dos saques, burocracia, roubos e mudanças de lugar etc.
duas pessoas influentes nesse sentido no
que cuida (acho que faz parte da curadoria), do Museu, cuida e administra a sua estrutura e mantém obras de artes importantíssimas para
negociação entre o invasor nazista x curador do local
navio cargueiro
Nota: 7,5
Uma aula de história margistral imersiva feita com um amor gigante, Sokurov é maravilhoso como Cris Marker pra contar imagens com imagens
Francofonia está para a França e o Louvre, assim como Arca Russa está para a Rússia e o Hermitage. Enquanto filmes são muito diferentes, o segundo é uma viagem onírica pela história do museu e da Mãe Rússia, já este traça um caminho mais palpável na relação entre Jacques Jaujard e o Conde Wolff-Metternich, mostrando a luta e parceria destes em função da preservação da arte enquanto a guerra assolava a França. Aqui a pressa daquele incrível plano-sequência dá lugar a um passeio mais detalhado pelo museu, dando voz à personagens, em especial às excêntricas aparições de Napoleão Bonaparte. A narração transcendental de Sokurov é outro elemento que merece louvor, e tem total harmonia com as imagens que se apresentam. A cena final é lindíssima e muito sintônica com as intenções do fime. Mais uma vez - artes plásticas e Cinema num belo relacionamento.
Em termos de conteúdo histórico, o doc não apresenta nenhuma novidade. Por outro lado, o modo como o doc foi realizado é que é o diferencial. Uma delicia para quem gosta de ir aos museus e ficar babando nas obras, na arquitetura e na atmosfera de História que sempre permeia esses ambientes. Sokurov é um dos nossos, faz parte dessa confraria de ratos de museu...rs