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Os reincidentes do Grupo Dziga Vertov examinam o paralelismo discursivo entre duas famílias - uma francesa e burguesa; outra, palestina e revolucionária - usando uma combinação auto- e alo-questionadora de filme e vídeo em que são trazidos à tona os restos de um filme inacabado dos diretores, cujo título ("Daqui até a Vitória") é repensado e questionado diante do assassinato dos líderes políticos que foram anteriormente entrevistados de forma apologética.
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- década de 70 e o godard já associava o que o exército de israel fazia com os palestinos com as atrocidades que o nazismo fez com os judeus
- um verdadeiro estudo, trabalha muito bem o poder da comunicação nas guerras
- em vários momentos deixa o conflito de lado para focar demais na parte estética e da tese sobre o poder da comunicação, não deixa de ser uma forma de usar a luta das pessoas com outros fins
- as criticas que fazem ao modo do povo palestino resistir eu consigo entender, mas a forma que é feito me pareceu dura e ambígua demais, ainda mais se for olhar os recursos que tinham
- culpa o capitalismo e a ajuda externa estadunidense assim como a conivência dos demais países. excelente.
- sionismo é uma praga que não deveria existir
Uma interessante crítica a forma como a luta revolucionária muitas vezes não sabe como fugir das contradições e, infelizmente se recolhendo a um idela burgues.
Êta, diacho. Dá-lhe chuva de críticas para todos os lados. É até difícil colocar em palavras o que esse filme quer passar. É uma aula de linguagem e das brechas e contradições da linguagem revolucionária.
Um verdadeiro soco no estômago. Uma aula sobre o poder das imagens, do som, da linguagem. Filmado em 70 para falar da Revolução Palestina, o filme é editado 5 anos depois, revisitando as filmagens e o que, nas imagens, ressoa em 75. É incrível como Godard e Anne-Marie chamam a atenção para o rastro dessas imagens e, hoje, em 2020, elas continuam ecoando, inesgotáveis, silenciosas, potentes.
como disse Wesley para mim: ''esse é o filme da fase louca do Godard!'' ; viajei na loucura dele e gostei, verei mais... e viva à Palestina*!
* vindo de uma pessoa que é confundida/ associada tanto com judeus e árabes. Significa alguma coisa?