o Professor Georg Manfeldt, junto ao engenheiro Wolf Helius e seu amigo Hans Windegger, planejam uma viagem experimental à Lua, com o propósito de provar a existência de ouro em sua superfície. Antagonizando essa trama há o personagem Turner, que representa as cinco pessoas mais ricas do mundo que buscam controlar as reservas de ouro, supostamente, existentes em solo lunar. Paralelamente, constrói-se uma história de amor entre Helius e Freide, a noiva de seu amigo Windegger.
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Fritz Lang, em minha opinião, ocupa um patamar de criatividade, ousadia e genialidade como raramente se vê no cinema. Em filmes como "Woman in the Moon" e "Metropolis", conseguiu antecipar o futuro como se o observasse por um telescópio. É certo que muitos dos aparatos científicos mostrados nessas obras hoje parecem fruto da imaginação inocente de uma criança, mas grande parte do que ali se apresenta ainda impressiona pela riqueza de detalhes e pela antecipação quase exata de uma realidade que só se concretizaria muitas décadas depois.
Quando "Woman in the Moon" foi lançado, a aviação já se consolidava em diferentes vertentes, mas as viagens espaciais permaneciam como especulações técnicas ou fantasias. Escritores como Jules Verne e H.G. Wells haviam popularizado a ideia de visitar a Lua em obras que até hoje habitam o imaginário coletivo. Lang, porém, foi mais longe. Retratou uma viagem espacial a bordo de um foguete de propulsão, simulou a ausência de gravidade dentro da nave, mostrou o planeta Terra visto do espaço e apresentou uma superfície lunar surpreendentemente próxima do que seria revelado no final da década de 1960.
É claro que há inúmeras situações inconcebíveis no filme, mas o essencial está presente: um pioneirismo fascinante. A obra é, na verdade, um misto de drama e ficção. Lang não poderia deixar de abordar o amor, o destino e a ambição humana, e também retratou de forma admirável a personagem feminina, digna, forte, inteligente e bem-sucedida. "Woman in the Moon" permanece como um testemunho de sua notável capacidade de unir imaginação e técnica, criando um cinema que não apenas entretém, mas projeta possibilidades que, à época, pareciam inalcançáveis.
Tava assistindo deitada. No final até me sentei.
Outro ótimo experimento de Lang e seu último filme mudo.Lang continuava sua saga de direções inventivas e repletos de efeitos funcionais.Hoje em dia pode até parecer um dos menores sobre o assunto,mas temos aqui um filme totalmente influenciador.
>Assistido em 08 de Julho de 2023
Produção visionária do diretor Fritz Lang lançada décadas antes do homem pisar na Lua pela primeira vez. Na primeira hora inicial que antecede a viagem à Lua ocorre uma trama que só parece alongar desnecessariamente a duração do filme e acaba não tendo nenhuma importância no final da história. As melhores sequências ocorrem mesmo nos dois terços finais que trazem efeitos visuais que mesmo ultrapassados ainda impressionam nos dias de hoje. O título é um pouco enganoso já que a mulher, embora faça a viagem à Lua, é praticamente uma coadjuvante na história.
Postei A Mulher na Lua no meu canal, em 1080p.
https://youtu.be/sCeoYWsFZs8