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Data de lançamento
20 Dez. 1971Duração
O relacionamento entre um rapaz de 20 anos com obsessão pela morte, que passa seu tempo indo a funerais ou simulando suicídios, e uma senhora de 79 anos encantada com a vida. Eles passam muito tempo juntos e, durante esta convivência, ela expõe a beleza da vida.
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No primeiro minuto de filme eu sabia que ia amar, achei que seria meu novo filme conforto…
porém quanto mais perto foi chegando do relacionamento romântico entre os personagens, mais desconfortável me senti, admito que não tive a maturidade pra digerir no momento, mas talvez fosse essa a proposta: de provocação.
Pra mim, o ponto alto foi o humor ácido.
Vai te deixar refletindo durante uns dias, mas ainda assim um filme belíssimo.
Apesar de sua estética típica dos anos 60 e da atmosfera do movimento *flower-power*, este é um filme extremamente engraçado (e comovente) que continua atual mesmo após quase três décadas. Quando foi lançado pela Paramount na temporada de Natal de 1971, recebeu críticas contundentes — e foi amplamente ignorado. No entanto, foi rapidamente descoberto pelo público universitário e permanece como um clássico cult — especialmente entre estudantes. Um número surpreendente de pessoas (inclusive eu) o inclui entre seus filmes favoritos... quantos outros filmes lançados há tanto tempo podem ostentar tal feito? É certamente uma obra diferente: um jovem de 20 anos obcecado pela morte conhece e se apaixona por uma octogenária adepta da filosofia *New Age*. Mas não é um filme de mal gosto. A obra vai além das aparências, e há uma grande beleza em seu relacionamento fadado ao fim. Cort e Gordon se complementam aqui — cada um possui algo de que o outro necessita desesperadamente. Muitas das falas são impagáveis — e perfeitas para serem citadas. Essa é, provavelmente, uma das razões pelas quais o filme resistiu ao teste do tempo. Os diálogos continuam tão frescos e espirituosos quanto eram em 1971 — e as falsas tentativas de suicídio de Cort são verdadeiramente hilárias. O mesmo vale para a atuação de Vivian Pickles como a mãe dele. O desfecho acontece um pouco rápido demais — e o final é ambíguo —, mas acredito que essa tenha sido a intenção. Como uma grande pintura, seu significado está aberto a interpretações e levanta mais perguntas do que oferece respostas. É um filme que pede para ser visto mais de uma vez para ser plenamente apreciado. O subestimado Bud Cort e a saudosa Ruth Gordon exibem uma química em cena que transcende a diferença de idade entre eles — e é simplesmente arrebatadora.
O filme possui uma peculiaridade cativante e um senso de humor muito bem apreciável,
mas desanda com a chegada da Maude.
Tenho certeza que deve ser um filme muito marcante para jovens com CLT em branco e sem o mínimo de vivência fora de casa, como o Harold.
Achei um filme razoável com uma mensagem que ilustra perfeitamente o contexto cultural dos anos 70.
Maude é a personificação do otimismo pós-guerra e da contracultura que estava em ascensão na época, representando a utopia hippie de uma pessoa desapegada das amarras sociais, subversiva e altamente influenciada pelas concepções filosóficas libertarianistas da New Age. Já Harold representa um espírito igualmente incompreendido oprimido pela estrutura tradicional, representada na obra pela sua mãe negligente e pela figura caricata do tio militar.
Maude é uma personagem bem infantil, parecendo uma eterna adolescente, e como o filme tenta vendê-la como um ideal, fica difícil engolir a maioria das cenas. A romantização de suas transgressões e do seu egoísmo final como uma grande "lição de vida" soa como uma mensagem enfadonha e datada.
A relação romântica também pareceu uma tentativa de deixar o filme mais provocativo com uma relação intergeracional forçada. Será que se fosse uma relação de uma jovem de 20 anos com um senhor de 80 anos veríamos tantos comentários exaltando isso como revolucionário?
Além disso, a depressão de Harold é pouco explorada e parece mais uma birra juvenil do que um problema psíquico real.
Porém, é um filme bem feito, a direção e a fotografia são boas. Penso que a história tinha um grande potencial para ser atemporal, mas se tornou apenas uma obra fruto do seu tempo.
Eu entendo toda a profundidade da história, dos personagens e como tudo faz muito sentido nas entrelinhas mas por tudo que já ouvi desse filme ao longo dos anos acho que criei mais expectativas sobre o impacto que teria ao ver. Passa uma mensagem forte e é muito bem conduzido mas acho que esperava um pouco mais. Vale muito por cenas maravilhosas com uma trilha perfeita de Cat Stevens.