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Uma obra interessante que busca transmitir um apelo ao equilíbrio com uma autocrítica razoável, ao mesmo tempo que tenta vender um ideal.
A mensagem é válida, pois, por mais que nossa prepotência humana faça questão de negar, somos seres falhos incapazes de enxergar o mundo fora de nossa limitada perspectiva, passíveis de incontáveis erros e incoerências mesmo quando pensamos ser plenamente "livres".
Em geral, o filme é bem feito e as belíssimas paisagens do noroeste americano se encarregam de justificar a busca por reconexão com a natureza que motivou o protagonista. A jornada da família rumo à civilização é divertidinha de acompanhar, apesar de algumas cenas soarem forçadas e algumas críticas serem bem simplórias.
Season finale autêntica e extremamente fiel ao espírito da série. Nada de clichês onde todos magicamente se dão bem, nem grandes acontecimentos reveladores, apenas o encerramento de um ciclo e o início de outro da mesma forma caótica de sempre. <br/>A temporada em si manteve o mesmo nível das anteriores. Notei que deram mais espaço para Reese, humanizando o personagem até onde sua sociopatia permite. A relação de Hal com Reese e Dewey também foi aprofundada. Já no núcleo de Francis não tivemos nenhuma mudança significativa e a relação dele com a família continuou meio apagada. Depois da saída do rancho o núcleo dele nunca mais foi o mesmo e o personagem estagnou.<br/>Tive a percepção de que a Lois deu uma regredida nesta temporada final.<br/>
Não faz sentido ela endossar tão facilmente a ideia de Hal de roubar o dinheiro de Malcolm e ainda gastar tudo em uma casa de bonecas aleatória. Essa atitude não condiz com a personalidade da personagem, pois mesmo sendo descontrolada e durona ainda sim ela era uma pessoa justa e com princípios. Além dos outros episódios onde ela deliberadamente sabota Dewey no concerto de música e depois no trabalho de ciências.
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Achei um filme razoável com uma mensagem que ilustra perfeitamente o contexto cultural dos anos 70.
Maude é a personificação do otimismo pós-guerra e da contracultura que estava em ascensão na época, representando a utopia hippie de uma pessoa desapegada das amarras sociais, subversiva e altamente influenciada pelas concepções filosóficas libertarianistas da New Age. Já Harold representa um espírito igualmente incompreendido oprimido pela estrutura tradicional, representada na obra pela sua mãe negligente e pela figura caricata do tio militar.
Maude é uma personagem bem infantil, parecendo uma eterna adolescente, e como o filme tenta vendê-la como um ideal, fica difícil engolir a maioria das cenas. A romantização de suas transgressões e do seu egoísmo final como uma grande "lição de vida" soa como uma mensagem enfadonha e datada.
A relação romântica também pareceu uma tentativa de deixar o filme mais provocativo com uma relação intergeracional forçada. Será que se fosse uma relação de uma jovem de 20 anos com um senhor de 80 anos veríamos tantos comentários exaltando isso como revolucionário?
Além disso, a depressão de Harold é pouco explorada e parece mais uma birra juvenil do que um problema psíquico real.
Porém, é um filme bem feito, a direção e a fotografia são boas. Penso que a história tinha um grande potencial para ser atemporal, mas se tornou apenas uma obra fruto do seu tempo.