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Data de lançamento
20 Fev. 1932Duração
Em um circo de atrações bizarras, Cleópatra é uma bela trapezista que é cortejada por um anão. Ao descobrir que ele é herdeiro de uma fortuna, ela arquiteta um plano com o seu amante, Hércules, de casar-se com o anão e depois envenená-lo. Só que no dia do casamento, Cleopátra repudia os amigos do circo do seu futuro marido, chamando-os de nojentos e sujos. As aberrações se juntam para se vingar de Cleópatra, transformando-a em uma pessoa metade mulher, metade galinha, sem as pernas e quase cega.
Sob a direção de Tod Browning, “Freaks” é um cult clássico de 1932 que abalou a sociedade da época, foi rejeitado, trancafiado e somente após 30 anos, na década de 60, que é posto a mostra no mundo todo em exibições de cinemas sujos e festivais amadores. O motivo de tanta polêmica e rejeição esta na essência da trama, nas críticas e nos personagens atípicos.
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O enredo é bem interessante, mas achei a primeira metade muita chata sem conseguir me envolver. Já a segunda parte, se o filme todo fosse nessa pegada mais séria e misteriosa teria sido muito melhor.
IMPRIMATUR - visto pela tv em 2014:
Há pelo menos duas maneiras de analisar este filme. A primeira é por meio de sua relevância conjuntural e “mitológica”. A outra, um pouco mais fria, é julgá-lo estritamente dentro do que apresenta em tela. Nesse quesito, interessa-me o que entendo por erros e acertos do diretor Tod Browning. Sempre que lia comentários sobre a obra, eles o apontavam como algo chocante e de difícil aceitação. No entanto, assisti-la quase um século depois não me causou reação alguma. Meu veredicto é de que se trata de um filme extremamente frágil, que só alcançou notoriedade por um oportunismo considerado execrável por parte de seus realizadores. Afasto qualquer acusação de desonestidade em relação ao elenco envolvido; psicologicamente, eu pactuaria com tudo o que foi mostrado, exceto pelo final desnecessário. É justamente esse desfecho que o transforma em um verdadeiro "anti-filme".
Avaliação em nota: 7.0
Até os dias de hoje esse filme consegue ser impactante, incômodo e atual em muitos aspectos.
Muito bem dirigido, atuado, é mais dramático do que propriamente terror, e o desfecho bem marcante.
Frieda, a personagem mais carismática e meiga do filme.
Assistido em 20/3/2026
Tod Browning é para mim um papa dos filmes subversivos e que desafiam o status quo. Status quo esse que é rídiculo, preconceituoso e capaz dos maiores absurdos da história da humanidade. Tod mostra nessa película que as pessoas, por mais diferentes que sejam, tem sentimentos, amam e sofrem, assim como todos nós. Inclusive, essa é uma fala no filme e que lindo que é… tão sensível. Além disso, a cena do banquete e da grito “gabba gabba we acceptyou one of us”, para logo após a mulher ter um ataque dos nervos… essa cena é tão genialmente dirigida, pois você sofre, você tem ojeriza pelo comportamento, e o choro da outra mulher… cara que cena linda, emotiva, simplesmente genial. Um dos maiores e mais lindos filme já feitos nesse gênero. Um filmaço que precisa ser visto. Tod Browning acabou com sua carreira depois desse filme, e isso mostra como a sociedade é doente. Um diretor impar, responsavel simplesmente pela direção do Dracula do Bela Lugosi. Enfim, assistam!