O adjetivo nesta compilação de curtas é "refrescante".
"7ème Ciel" (4): Costumo dizer que o verdadeiro tesouro do cinema está nos curtas-meteagens. Mais fluidos, mais livres, mais imersivos nas ambientações cotidianas que nos levam para longe dos estereótipos. Aqui, eu me vi diante de outra visão de Paris, para longe da "cidade luz" e do glamour. Falo bastante sobre o "Brasil real" e aqui temos a "Paris real", fora das câmeras, nos guetos. Temos preconceito, machismo, violência, pobreza, luta, cansaço. É vida-labuta, vida-grito. O média-metragem é bonito, com a câmera bem usada para causar tensão (e causou!). E o roteiro usou bem as entrelinhas. "Sétimo Céu" mostra que os silêncios contam tanto (ou até mais) história do que o que é exposto.
"Au bruit des clochettes" (4): Hipnotizante. É o mínimo que consigo dizer. A cena final é tão fascinante e angustiante, tão significativa, poderosa, bonita e terrível, que, de verdade, creio que entrou para uma daquelas cenas que vou lembrar por muitos anos. Incrível, incrível. Sem contar que te puxa para uma realidade que muitos de nós aqui do Ocidente nem imaginamos acontecer.
"Goût bacon" (3,5): Adorei a imersão na adolescência francesa da periferia. É um curta leve, bem-humorado, mas também sereno em sua abordagem em relação aos fardos que uma sociedade ainda cheia de tabus impõe às pessoas.
"Tapette" (4,5): Eu AMO o cinema francês porque não há pudores como acontece por aqui. E "Tapette" foi refrescante. É o que posso dizer. Eu sorri, eu refleti, eu me deixei levar. Maravilhoso. E A metáfora ao final, de abraçar as coisas, abraçar o medo, parar de correr dele, é algo universal e louvável. Lindo curta-metragem.
O segundo curta foi de partir o coração e o último veio pra aliviar o peso que ficou. Pra deixaram o melhor pro final.
O adjetivo nesta compilação de curtas é "refrescante".
"7ème Ciel" (4): Costumo dizer que o verdadeiro tesouro do cinema está nos curtas-meteagens. Mais fluidos, mais livres, mais imersivos nas ambientações cotidianas que nos levam para longe dos estereótipos. Aqui, eu me vi diante de outra visão de Paris, para longe da "cidade luz" e do glamour. Falo bastante sobre o "Brasil real" e aqui temos a "Paris real", fora das câmeras, nos guetos. Temos preconceito, machismo, violência, pobreza, luta, cansaço. É vida-labuta, vida-grito. O média-metragem é bonito, com a câmera bem usada para causar tensão (e causou!). E o roteiro usou bem as entrelinhas. "Sétimo Céu" mostra que os silêncios contam tanto (ou até mais) história do que o que é exposto.
"Au bruit des clochettes" (4): Hipnotizante. É o mínimo que consigo dizer. A cena final é tão fascinante e angustiante, tão significativa, poderosa, bonita e terrível, que, de verdade, creio que entrou para uma daquelas cenas que vou lembrar por muitos anos. Incrível, incrível. Sem contar que te puxa para uma realidade que muitos de nós aqui do Ocidente nem imaginamos acontecer.
"Goût bacon" (3,5): Adorei a imersão na adolescência francesa da periferia. É um curta leve, bem-humorado, mas também sereno em sua abordagem em relação aos fardos que uma sociedade ainda cheia de tabus impõe às pessoas.
"Tapette" (4,5): Eu AMO o cinema francês porque não há pudores como acontece por aqui. E "Tapette" foi refrescante. É o que posso dizer. Eu sorri, eu refleti, eu me deixei levar. Maravilhoso. E A metáfora ao final, de abraçar as coisas, abraçar o medo, parar de correr dele, é algo universal e louvável. Lindo curta-metragem.