"Fuck the Polis" é um filme sobre Irma, uma mulher que, após receber um diagnóstico de uma doença grave, refaz uma viagem que fez à Grécia vinte anos antes, agora acompanhada de três jovens rapazes.
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Estranhei um tanto a aparente "incoesão" dos pedaços de memórias, no início, mas logo a cadência fez pleno sentido, explodindo num clímax de poesia, que serve-se da pixelização da imagem numa seqüência genial, incandescente, correspondente, em sentido estético e discursivo, ao que Manoel de Oliveira fizera em UM FILME FALADO. Septuagenária, Rita Azevedo Gomes é uma das cineastas mais jovens e modernas em atividade, rigorosa na exposição, mas generosa na contemplação e contribuição, Assisti ao filme em grupo, antes e depois da leitura de um texto magistral da Susan Sontag sobre a ameaça de "morte do cinema e da cinefilia" e encontramos neste filme pura demonstração de renascença, de cura. profilaxia cinematográfica de primeiro quilate, para ser visto, revisto, sentido e praticado. Obra política e mui sensível. O Século XXI ainda permite que vivamos! (WPC>)