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Data de lançamento
14 Maio 1997Duração
O que seria um bucólico período de férias à beira de um lago para Anna, George e seu filho pequeno, transforma-se num pesadelo quando recebem a visita de um casal de jovens psicopatas, que os submetem a um tenso jogo de tortura psicológica.
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gostei mais desse do que o da versão americana
Filme: Violência Gratuita
País: Áustria
Ano: 1997
Diretor: Michael Haneke // Visto no dia 23/08/2023
Uma grata surpresa. Um filme mais 'limpo' no meu ponto de vista para mostrar que o verdadeiro vilão também é humano. Um terror psicológico, 'Home Invasion', invasão domiciliar, onde dois sujeitos põem terror naquela casa, naquele local. Eles mantém as vítimas em cativeiro, fazem de tudo para distorcer e abalá-las mentalmente. Uma manipulação, arma psicológica. O filme tem a sua tensão crescente ao longo da narrativa. A violência urbana dos dias atuais é abordada, onde há inúmeros casos espalhados que a violência impera, domina naquela região. Mostra o quão estamos vulneráveis nesse tipo de situação. Hoje uma violência gráfica, glorificada, banal, onde as pessoas acostumaram a conviver com a mesma no dia a dia. E isto tudo se transforma em um jogo doentio onde os invasores manipulam para conseguir o que quer. Há aflição, impacto, é pesado, mas comum. A violência generalizada, satirização da mesma, todo o contexto da ironia foi bem trabalhado. O lance do controle remoto é uma questão de mudar, manipular a situação, ter mais comando da situação, mas achei meio forçado essa parte sendo sincero. Foi exagerado, mas entendi o que o diretor quis dizer. Bom filme, uma grata surpresa, apesar de pequenas falhas citadas como do controle, umas situações meio absurdas, o filme entrega a sua proposta que funcionou aqui. Michael Haneke é um grande diretor, gosto muito de alguns de seus trabalhos, esse é um deles.
Nota: 7,5
“Funny Games” é fascinante, poucas vezes vi uma obra que entregou exatamente aquilo que prometeu. É uma película central na filmografia de Michael Haneke, conversando diretamente com temas que lhe são caros, além de testar os limites de seu criador, do espectador, e do próprio cinema. Aqui, a quebra de expectativa assume postura filosófica, apontando a irracionalidade da violência urbana dos tempos modernos, criticando vícios narrativos e satirizando a sede de sangue do público.
Caso raro em que o título brasileiro é mais adequado que o original, e em que a quebra da quarta parede é mais que alguém olhando pra câmera. Haneke transforma a curiosidade em culpa, o voyeur em cúmplice, como quem diz: “Não é o que você queria? Então toma.”
31/8/2026
Gostei muito! Muitas quebras de expectativas... Agonizante, perturbador... E que desgraceira de final!