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Data de lançamento
17 Abril 2026Duração
No fim da década de 1990, uma família de seis pessoas se muda para uma nova casa na Ilha de Vancouver, enquanto as dinâmicas internas vão sendo lentamente reveladas pelas experiências da filha caçula, Sasha. Porém, essa tentativa de recomeço da família é ameaçada pelo comportamento cada vez mais perigoso de Jeremy, o filho mais velho.
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Um filme emocionante, reflexivo e absolutamente original.
Nossa, achei esse filme muito parecido com Aftersun. Blue Heron tem suas qualidades e constrói uma atmosfera intimista interessante, só que é mais focado nos dramas e conflitos, já o trabalho de direção de Charlotte Wells em Aftersun é focado no humor e nos momentos divertidos e opera em um nível quase impecável de sensibilidade e linguagem cinematográfica.
O que faz Aftersun se destacar tanto é a forma como ele lida com a memória e o subtexto. O filme não entrega respostas mastigadas sobre a dor de Calum (Paul Mescal) igual Blue Heron faz com o protagonista; em vez disso, força o espectador a reconstruir aquele vínculo junto com Sophie adulta, usando gravações caseiras e flashes de memória. A cena final ao som de Under Pressure do Queen é uma das sequências mais devastadoras e brilhantemente editadas do cinema recente.
Blue Heron entrega uma experiência envolvente e que apresenta reflexões interessantes sobre como os problemas de saúde mental eram tratados nos anos 90, mas da metade pro final do filme perdemos totalmente o vínculo com o aprofundamento do rapaz pois a história deixa de se passar no passado e passa a ser nos tempos atuais, com poucos momentos em que o rapaz realmente aparece nela, vemos muito pouco dele e ele passa a ser totalmente coadjuvante na trama, perdendo o impacto emocional que tudo poderia ter. Já Aftersun permanece com você por dias em sua memória, justamente por colocar eles como protagonistas da história, focando mais na relação de vínculos e no que ficou não dito entre um pai e uma filha.
Construções bonitas, tão bonitas que o filme confia demais nelas e acaba ficando passivo e morno, no geral.
O filme mostra o desafio de lidar com questões difíceis no comportamento do filho....mas achei um tanto confuso , mas foi interessante. 30/06/26.
Filme super delicado e bonito de se assistir! Vale muito a pena conferir, de verdade.