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Quem espera encontrar mais uma comédia romântica convencional do catálogo vai ter uma baita surpresa.
Mas é tão ruim o primeiro romance durar tão pouco tempo em tela, enquanto os outros possuem muito mais momentos memoráveis, isso acaba tirando um pouco o impacto dramático. Tirando esses problemas de ritmo e as convenções preguiçosas do roteiro (como o rapaz de Boston encontrar a moça do nada em Londres, mesmo sem saber em qual país do mundo ela estaria), temos um desenvolvimento muito acima da média pra esse tipo de filme, pra começar a fotografia já chega dando um banho de qualidade em tudo e trazendo aprofundamento até pra cenas que tinham tudo pra serem banais, ainda temos a Margaret Qualley que atinge uma qualidade de atuação muito maior do que esses romances costumam ter.
Já o roteiro mesmo sendo previsível foge dos convencionalismos típicos de Hollywood (como a ideia de usar um romance pra preencher o vazio), não tendo pressa em forçar relacionamentos idealizados e na maioria das relações tudo parece soar inventivo (como a divertida conversa filosófica com o robô varredor), embora ainda recorra ao clichê do homem alívio cômico e da mulher centrada e com sorriso constante pra parecer desejável. Mesmo parecendo um pouco polido em alguns momentos, a obra compensa pela trilha sonora e a entrega do seu elenco, que deixa tudo grandioso.
A música Seven Wonders do Fleetwood Mac nos créditos finais derruba os poucos que ainda estavam aguentando firme.
Não causa tensão nenhuma, não sentimos a opressão em nenhum momento pois não sabemos o que está acontecendo. Só vemos algumas frases soltas, como uma narração ridícula na TV: "Todos os cientistas e professores estão deixando o país", em vez de aprofundar os conflitos tudo fica nessa ridícula superfície rasa deixando a história enfadonha.
Obviamente são vislumbres de um governo totalitário, mas não temos um aprofundamento dele e nem da vilã principal da história, só temos frases soltas que a mãe do rapaz disse sobre sua nora e temos que montar a personagem com base nelas, sem o aprofundamento dela e os motivos psicológicos que a levaram a escrever o livro que mudou todos os rumos do país a trama perde seu foco principal.
O resto da história é só "Casos de Família" e conflitos se intensificando, mas como não temos acesso ao foco da tensão, é como ver apenas uma pequena parte dela. A sensação quando o filme acaba é que vimos uma obra pela metade. Então minha nota também será pela metade.
Destaque principal é a atuação do Dylan O'Brien, que começa como um rapaz tímido e educado e vai virando outra pessoa, já o resto do elenco está meio apagado.
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Bons filmes!
Equipe Filmow
Vlw por aceitarr
referente a qual filme irmão "te odeio".
A A24 pegou a história da franquia Sexta-Feira 13 e a transformou em uma trama digna de "Oscar". Já estou vendo Linda Cardellini levando o Emmy de Melhor Atriz.
Os criadores demonstraram muita paixão pelo universo da franquia. A série mergulha fundo na alma dos seus personagens, a "mãe louca" do Jason vira uma personagem complexa e com muitas camadas, ao ponto de entendermos seu ponto de vista e até torcermos por ela em suas maiores loucuras, o que sempre pareceu algo impossível nos filmes. O próprio Jason ganha alma, mesmo sendo uma complexa mudança da mitologia original, ficou muito realista dentro desse universo.
Senti até uma pegada meio Stranger Things, com todo esse clima conspiratório de investigações policiais (dei muitas risadas em alguns momentos com as trapalhadas dos policias, ótimas atuações), e a retratação fiel dos anos 70 é feita de forma bastante inventiva, nada soa genérico aqui. Já estou mega ansioso pra segunda temporada, uma das melhores séries do ano.