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Esse realmente é bem ruim, engraçado que nesses filmes de Natal os gordinhos são alívios cômicos e sempre acabam sozinhos, os gays dando selinhos discretos do lado de fora da festa e os héteros beijos longos de minutos de duração no meio do salão.
Tem uma hora que parece que vai abordar a temática do racismo mas não entra no tema, em outro momento parece que vai abordar a questão do preconceito contra gays mas também não entra no assunto e assim é o filme todo, nenhum relacionamento tem aprofundamento, é só uma intriguinha barata sendo resolvida (amigos de longa data com ciúme barato sendo resolvido e virando namorados, menina envergonhada das amigas sem motivo algum, artista ocupado e mulherengo se apaixonando em alguns segundos e é isso), são três historinhas que não contam história nenhuma.
A mulher do guincho estava com roupa de alumínio pra se proteger dessa cultura de consumo de filmes porcarias natalinos insuportáveis.
Obs: A meia estrela que dei foi pra igreja e seu presépio de Natal homenageando todas as religiões, algo que nunca veremos acontecer no Brasil.
Emma Myers entrega uma ótima atuação, enquanto na primeira temporada o mistério era apenas uma aventura juvenil, aqui ganha ar de pura obsessão e a série nunca romantiza a busca pela justiça, mostrando uma protagonista bem mais densa e perturbada. Mas é uma pena que os personagens coadjuvantes não ajudam, o namorado dela com suas frases motivacionais enfadonhas é um verdadeiro porre, são todos bem apagados e esquecíveis, principalmente aquelas amigas bisonhas e a segunda temporada da série demora muito pra começar, ainda parece muito atrelada a temporada inicial (o julgamento do Max por exemplo parece ter mais peso que o novo mistério em si). Senti que o mistério principal ficou pouco interessante e apagado demais, podendo ter discutido com mais força essa cultura obsessiva da internet em torno de assassinos.
Destaque para a trilha sonora (com direito a "All The Good Girls Go To Hell" de Billie Eilish) e para a mensagem central da obra, aqui não temos um serial killer no sentido estrito da palavra, o verdadeiro monstro aqui acaba sendo mesmo o comportamento masculino que é normalizado e até mesmo romantizado socialmente, mesmo quando causa danos horríveis.
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Vlw por aceitarr
referente a qual filme irmão "te odeio".
Também odeio filme dublado, e dialogo de novela moderna brasileira.
A história não empolga fora do mistério central. Mas a ambientação é fantástica, os personagens são intrigantes, o escritor arrogante (ótima atuação de Adam Scott) é a cereja do bolo, pois ele consegue algo impossível, fazer a gente ficar do lado e torcer por um personagem chato. A atmosfera de tudo é fantástica e as cenas de terror realmente podem assustar e são muito bem construídas.
Já o roteiro é o verdadeiro calcanhar de Aquiles dessa produção, ele é apenas um mistério convencional do estilo "Quem matou quem", não temos uma profundidade dos dramas internos dos personagens fora do escopo do protagonista e a bruxa do título realmente é algo que nem faz parte do centro da trama, sendo apenas uma lenda local que personifica os medos internos dele, funcionando apenas como um personagem de apoio, assim como os fantasmas da pousada.
No final do filme, quando Ohm está se recuperando no hospital, ele repara em um detalhe crucial: Albi tem marcas de ferrugem nos pulsos, que parecem exatamente cicatrizes de correntes, levando a crer que ele entrou em luta e matou o gerente do hotel como vingança por ele ter matado sua colega de trabalho e o protagonista foi drogado justamente para não ter condições de servir de testemunha para o crime de vingança, interpretando as marcas dos pulsos dentro da mitologia dele estar acorrentado pela bruxa, sendo que na verdade deve ter ocorrido quando ele arrastou o cara para o fogo, o gerente deve ter se segurado nele com força. No final é informado que o corpo do gerente não foi encontrado, pois se ele deixasse o corpo lá a perícia poderia perceber que ele foi executado
No geral eu achei um acerto infinitamente melhor que Oddity - Objetos Obscuros, principalmente no campo das atuações e da atmosfera de terror.
E na cena final o livro trágico que ele estava escrevendo ganha um final esperançoso, provavelmente em homenagem a funcionária assassinada do hotel, que falou durante a conversa do bar que não curtia histórias tristes. Foi um encerramento mais emocionante que o esperado.