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Ela fazendo cara de espanto quando descobre o lado sinistro das canções de ninar vira uma verdadeira cena de comédia alheia, nunca ri tanto em um filme de terror, me lembrei de como era a internet no começo dos anos 2000 com Orkut e aquelas comunidades de mensagens subliminares. Mas o problema é que o filme se passa nos tempos atuais.
Esse filme de terror canadense é atrasado demais em todos os sentidos da palavra, acaba sendo ultrapassado também em sua trama confusa que parece o tempo todo querer relacionar a psicose e a depressão com a ideia de possessão demoníaca, é a velha história de terror católico de sempre, a criatividade está presente apenas no estilo podcast da produção, se tivessem feito um terror em ASMR acho que seria melhor e já daria pra dormir no meio que não perderia nada.
O estilo imersivo sonoro até que foi interessante e prometia um terror que nunca realmente chegou a acontecer. Pra quem gostou do formato minimalista desse filme e procura algo bom pra assistir recomendo A Vastidão da Noite (2019) e Hallow Road - Caminho sem Volta (2025).
O filme usa com maestria o terror sobrenatural de maldições para fazer uma analogia com uma Argentina em crise econômica crescente e refletir como o caos social vai desumanizando a sociedade aos poucos em um ciclo viciante até chegar ao ponto de não existir mais local seguro.
O filme é inspirado em dois contos do livro de terror argentino aclamado "Os Perigos de Fumar na Cama", fazendo parte da obra o conto "A Virgem da Pedreira" e "O Carrinho", esse segundo é o conto que dá início a este filme, no qual um mendigo apanha violentamente e lança uma maldição dentro de um carrinho de catadores de lixos, que vai apodrecendo o bairro e levando os moradores a um ciclo de ódio e vingança sem fim.
A direção de arte passa uma estética que nos remete diretamente ao começo dos anos 2000, mas sempre com uma pegada suja, realçando a degradação nas mínimas cenas, desde apagões constantes e a normalização da cultura dos assaltos e agressões físicas, até ir aumentando aos poucos a violência e a sensação de normalização do caos.
A protagonista do filme pode ser má, mas apresenta momentos de bondade (quando tenta ficar com o garotinho órfão) e enfrenta a idosa que é boa em muitos momentos, mas também normaliza a maldade e quer entregar logo o garotinho ao caos.
Quando os créditos finais sobem a tela, sobra muitos assuntos para nos incomodar, tornando esse um filme de terror que visa incomodar e provocar a audiência em todos os instantes, podendo até ser considerado ruim por muitos por essas tentativas constantes e até repetitivas, mas está muito longe de ser banal.
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Vlw por aceitarr
referente a qual filme irmão "te odeio".
Também odeio filme dublado, e dialogo de novela moderna brasileira.
Tem muitos problemas, mas consegue nos prender pela sua imprevisibilidade e por embarcar fundo em sua proposta não convencional e justamente pela loucura da direção e do roteiro somos fisgados.
Mas em todos os momentos a gente pensa que o filme seria bem melhor se fosse do ponto de vista do stalker e não da mulher, por mais que pareça detestável transformar transtornos mentais em alívio cômico, aqui os atores entregam mais do que o esperado para um filme de comédia e conseguem contornar isso ao misturar um pouco de drama mesmo nas cenas cômicas, mesmo os vilões sendo insanos e caricatos, existem lutas internas nos personagens e dá pra ver um pouco disso em alguns momentos criativos por mais que sejam engraçados (como no dueto musical por exemplo ou no casamento no final), embora a comédia atrapalha mais do que ajude na proposta do filme como um todo eu não posso negar que achei todo o conceito interessante.
E a trilha sonora é a cereja do bolo.