Lucia, de 16 anos, entra para o coral da escola católica e faz amizade com a veterana Ana-Maria. Durante o retiro do coral no convento, a atração de Lucia por um trabalhador da restauração cria tensão com Ana-Maria e desafia sua fé.
O filme tem uma fotografia muito boa. Algumas cenas são bem lindas, como o grupo de coral das meninas cantando numa construção - que parece uma capela - de tijolo à mostra. Num primeiro momento achei o filme meio confuso e com um final sem graça. Mas depois, refletindo sobre, percebi que é justamente o que acontece com nossas vidas: passamos por momentos estranhos, com várias coisas esquisitas acontecendo e depois que aquele evento acaba, nossa vida volta à "normalidade" sem muita novidade. Assista nas entrelinhas que vale a pena.
E é sobre isso o filme. Um momento - retiro de coral - confuso, com muitas questões acontecendo ao mesmo tempo e depois, é vida que segue e sempre fica algo, como a uva - azeda - que ao final fecha com ela comendo uma uva que não é azeda. Muito simbólico: aqui não há pecado, não mais...
Não existe um ápice, uma grande virada, um grande acontecimento, um evento unicamenteo extraordinário. É a vida, extraordinariamente, acontecendo.
O título da versão em inglês (Garotas Problemas) é uma baita de uma ironia, já que as garotas praticamente apenas são adolescentes normais descobrindo suas sexualidades.
Gostei da fotografia e das atuações contidas e realistas. Como ponto negativa o principal problema pra mim foi o enredo mesmo, o fato de ser um filme de amadurecimento que não parece realmente ser um, mostra algumas coisas soltas e subjetivas, mas não notamos desenvolvimento dos personagens de forma significativa.
Sinto que faltou um pouco mais de coragem pra entrar em temas mais polêmicos ou pelo menos tentar gerar reflexões ou pensamentos menos tímidos, da forma como foi feito sem interferir nos dogmas religiosos ao não apostar nos pontos de vistas conflitantes acabou deixando tudo apagado demais, apenas vemos de forma rápida os conflitos internos delas e fica por isso mesmo, somos espectadores passivos, o alívio fica apenas em cenas simbólicas como a das uvas por exemplo que trazem alguma crítica social de forma um pouco mais abraçada pelo enredo.
Fui assistir sem saber que era o representante da Eslovênia no Oscar 2026 e tem cara mesmo de filme de Oscar já que foge de polêmicas. Faltou um pouco mais de substância e principalmente coragem, mas é um bom filme.
E no final quando toca Little Trouble Girl da banda Sonic Youth, a música de encerramento parece mais polêmica e desafiadora que o próprio filme, mas tá valendo.
Gostei, mas queria ter gostado muito mais.... já vi alguns similares, mais interessante.
O filme tem uma fotografia muito boa. Algumas cenas são bem lindas, como o grupo de coral das meninas cantando numa construção - que parece uma capela - de tijolo à mostra.
Num primeiro momento achei o filme meio confuso e com um final sem graça. Mas depois, refletindo sobre, percebi que é justamente o que acontece com nossas vidas: passamos por momentos estranhos, com várias coisas esquisitas acontecendo e depois que aquele evento acaba, nossa vida volta à "normalidade" sem muita novidade.
Assista nas entrelinhas que vale a pena.
E é sobre isso o filme. Um momento - retiro de coral - confuso, com muitas questões acontecendo ao mesmo tempo e depois, é vida que segue e sempre fica algo, como a uva - azeda - que ao final fecha com ela comendo uma uva que não é azeda. Muito simbólico: aqui não há pecado, não mais...
Não existe um ápice, uma grande virada, um grande acontecimento, um evento unicamenteo extraordinário. É a vida, extraordinariamente, acontecendo.
Bem bobinho...
O título da versão em inglês (Garotas Problemas) é uma baita de uma ironia, já que as garotas praticamente apenas são adolescentes normais descobrindo suas sexualidades.
Gostei da fotografia e das atuações contidas e realistas. Como ponto negativa o principal problema pra mim foi o enredo mesmo, o fato de ser um filme de amadurecimento que não parece realmente ser um, mostra algumas coisas soltas e subjetivas, mas não notamos desenvolvimento dos personagens de forma significativa.
Sinto que faltou um pouco mais de coragem pra entrar em temas mais polêmicos ou pelo menos tentar gerar reflexões ou pensamentos menos tímidos, da forma como foi feito sem interferir nos dogmas religiosos ao não apostar nos pontos de vistas conflitantes acabou deixando tudo apagado demais, apenas vemos de forma rápida os conflitos internos delas e fica por isso mesmo, somos espectadores passivos, o alívio fica apenas em cenas simbólicas como a das uvas por exemplo que trazem alguma crítica social de forma um pouco mais abraçada pelo enredo.
Fui assistir sem saber que era o representante da Eslovênia no Oscar 2026 e tem cara mesmo de filme de Oscar já que foge de polêmicas. Faltou um pouco mais de substância e principalmente coragem, mas é um bom filme.
E no final quando toca Little Trouble Girl da banda Sonic Youth, a música de encerramento parece mais polêmica e desafiadora que o próprio filme, mas tá valendo.
Concorrente da Eslovênia ao Oscar de MFE.