a impressão que tenho admirando as obras de gauguin é a de um movimento progressivamente ascendente em direção a um naturalismo existencial, sua vida foi uma eterna fuga para o campo, era um refugiado num desvio perpétuo do turbilhão de vozes da grande paris; a respeito de seus quadros, as cores têm algo de muito característico, poderíamos aludi-las como cores "gauguinianas", possuem uma configuração de argila — impressão estranhamente minha, indício da qual desconheço a origem — os corpos parecem dourados, os gramados de um verde vivíssimo, tanto quanto amarelados também; tais colorações e tonalidades promovem algum nível de tranquilidade e virgindade vital; de fato, seus retratos são mosaicos de tribos e de vivências imaculadas, cenas bonançosas, imagens sem nenhuma malícia metropolitana
a impressão que tenho admirando as obras de gauguin é a de um movimento progressivamente ascendente em direção a um naturalismo existencial, sua vida foi uma eterna fuga para o campo, era um refugiado num desvio perpétuo do turbilhão de vozes da grande paris; a respeito de seus quadros, as cores têm algo de muito característico, poderíamos aludi-las como cores "gauguinianas", possuem uma configuração de argila — impressão estranhamente minha, indício da qual desconheço a origem — os corpos parecem dourados, os gramados de um verde vivíssimo, tanto quanto amarelados também; tais colorações e tonalidades promovem algum nível de tranquilidade e virgindade vital; de fato, seus retratos são mosaicos de tribos e de vivências imaculadas, cenas bonançosas, imagens sem nenhuma malícia metropolitana