Podemos reverter a mudança climática? O filme explora as muitas maneiras pelas quais reduzimos os insumos de carbono para a atmosfera. Reverter a mudança climática é urgente, dado que o mundo passou de 400 partes por milhão de CO2 na atmosfera, resultando em instabilidade climática em todo o mundo. Ouvimos as previsões, mas agora os eventos relacionados ao clima são uma realidade diária: o verão de 2018 foi o mais quente já registrado, as tempestades são mais fortes, as secas são mais longas. Mas ainda há uma profunda esperança de que podemos nos afastar da beira do abismo.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
impactante, revelador, impressindível e gratificante.
Ultimamente eu ando bem atento a essas causas ambientais, sempre tentando saber mais, eis que me surgiu esse documentário narrado por DiCaprio.
Gelo em Chamas, vai muito além de imagens bonitas ou impactantes, o longa mostra dados, pesquisas e muita informações e claro uma fotografia deslumbrante. Com um pouco mais de uma hora, fica minha recomendação para todos os amantes e interessados do assunto.
PS.; Se souberem de mais alguns títulos sobre o tema responda esse coment :)
Música do final pra quem gostou: Worth Saving - Jonah Johnson
Concordo que a narrativa deste documentário é um pouco maçante para quem não está interessado no tema, pois a diretora não se preocupa em torna-lo atrativo. Talvez ela tenha tentado contornar a principal crítica dos negacionistas das mudanças climáticas: é tudo alarmismo, marketing de ONG, gritaria de ecochato. Porém, qualquer pessoa observadora já nota os efeitos destas alterações do clima no dia-a-dia (seja em área urbana e/ou rural), já que os eventos extremos são o novo normal.
Enquanto isso, em vez do Brasil abraçar a economia verde e todos os seus benefícios, fica patinando em discurso ideológico do final do século passado... Dá um desânimo às vezes...
Documentários climáticos como este têm em comum a abordagem alarmista necessária para que nós nos conscientizemos de que são as ações humanas que estão provocando toda alteração no ciclo de carbono e, com isto, perturbações atmosféricas imprevisíveis, devastadoras e apocalípticas. Diante desta característica, esta narrativa dirigida por Leila Petersen é certeira ao ilustrar a destruição dos ecossistemas (geleiras derretidas, incêndios florestais, furacões etc). E, como assustar é fácil e exige somente a imagem de um urso polar esquálido caçando no ártico, a diretora também insere soluções alternativas e sustentáveis para curar o planeta (florestas, oceanos e fontes energéticas alternativas).
Pode soar maçante, por causa dos depoimentos de especialistas e cientistas, e repetitivo diante da quantidade de vezes que a diretora aposta em recursos visuais para reproduzir a contaminação por carbono ou metano. Por outro lado, o documentário toma a frente da ciência e a aproxima do cidadão médio, um dos motivos por que bastante gente acha que a terra é redonda ou que não existe aquecimento global. Leila ainda revela a identidade dos culpados (as empresas que preferem sangrar o planeta em vez de alterar seu objeto social), criando paralelos desde o governo Ronald Reagan a Donald Trump, e arremata com a solene e séria narração de Leonardo DiCaprio. Imperdível.