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A excêntrica e trágica vida de Carlo Gesualdo, príncipe de Venosa. O seu Sexto Livro dos Madrigais foi considerado de tal forma moderno que antecipa a música do século XX. Gesualdo foi uma figura misteriosa e negra, demônio e alquimista, que adorava fazer experiências com cadáveres. Matou brutalmente a mulher quando a apanhou na companhia do amante. Depois mumificou os dois e colocou-os na entrada do palácio de Nápoles onde o fato ocorreu.
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Herzog sempre teve fascínio por histórias incomuns, por pessoas loucas e apaixonadas por algo, aliás, assim são a maioria dos seus personagens e alguns alvos de seus documentários.
Um artista à frente do tempo cercado de mitos dos mais bizarros. Muito bom filme. Só não entendi ao que veio aquela mulher louca...
Herzog em sua contínua procura pelo gênio, pelo anômalo e pelo diferente dessa vez vai até a Itália para mostrar os lugares que serviram como pano de fundo para as obras musicais (criminosas) compostas por Carlo Gesualdo, o príncipe de Venosa, nobre que se dedicou ao prazer da composição, conhecido por seu temperamento explosivo e violento na vida privada e famoso no âmbito musical por suas ousadias harmônicas "indecentes" para a época: cromatismos melódicos sinuosos, dolorosos e insinuantes. Declamações de puro sentimento, quase expressionistas, que levaram ao extremo o gênero Madrigal e seguiram rítmica, melódica e harmoniosamente o real significado do texto poético.
Adoro a forma como o Herzog "escavaca" a vida dos outros nos seus documentários... Interessante a história do Gesualdo, gostei.