As idéias metafísicas de Giordano Bruno eram monistas e imanentistas, admitindo que acima de um deus imanente (a "alma do mundo"), haveria um deus transcendente, só apreendido pela fé, mas uma fé inteiramente naturalista, bem diversa da fé cristã. Processado pela Inquisição de Veneza, preferiu retratar-se (como Galileu), mas seus inimigos conseguiram que ele fosse mandado a Roma, onde respondeu a novo processo. O filme mostra o processo romano, no qual Giordano Bruno recusou-se a qualquer retratação.
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Bem corajoso para a época,envolvendo vários assuntos que poderia ter causado polêmicas.Além de tudo isso,o filme ainda traz bons contextos históricos.
>Assistido em 04 de Novembro de 2025
A história de Giordano Bruno é muito importante para a Filosofia e a Ciência, além de ser essencial voltarmos nossos olhos para o passado e percebermos os erros que a Igreja cometeu em sua história (e que muitos ainda insistem em cometer, de formas diferentes). Mas esse filme não conseguiu me cativar. É cansativo, tem um monte de cenas de corredores e gente andando pra lá e pra cá que não levam a lugar nenhum. Além disso, enrola demais, principalmente nos 30 minutos finais, e talvez esse sentimento de enrolação é ainda pior porque já sabemos como termina a história. Outro ponto negativo é que há algumas passagens abruptas de um lugar para outro, de um contexto para outro, o que deixa algumas partes um tanto confusas. Dentre os pontos positivos do filme, há os planos-sequência que são bem feitos (e são até muitos) e alguns movimentos de câmera bem inspirados (como aquele que alterna entre dois ambientes numa espécie de movimento pendular). Enfim, é um filme chato e cansativo (e um pouco confuso em algumas partes), bastante inspirado em alguns quesitos técnicos e que conta a história de alguém que teve grande importância.
Filme confuso, porém a ideia sobre a igreja católica fica bem clara
Tive a impressão de que a primeira parte do filme era desnecessária. O filme engrena com o julgamento da Santa Inquisição que mais parece coisa do diabo. Onde estava o tal do amor ao próximo? Queimar uma pessoa na fogueira, só por pensar diferente, é de uma crueldade tão hedionda como pregar um homem na cruz.
Giordano Bruno morreu defendendo a liberdade de pensar e de expressar ideias. Somos muito privilegiados por viver numa época menos opressiva que a medieval. Hoje, podemos escrever nossas imbecilidades e publicá-las livremente nas redes sociais sem sofrer qualquer tipo de punição. Imaginem se ainda existisse morte na fogueira para os hereges. Faz pouco tempo, durante a ditadura militar, compreendemos um pouco o que significa viver sem liberdade.
Na história da humanidade, se fosse possível juntar todo o sofrimento que já foi imposto ao ser humano poderíamos pensar se valeu a pena.
Se fosse possível juntar todas as coisas belas que já foram produzidas pelo ser humano talvez alivie um pouco o nosso pessimismo.
Jan Hus foi um outro herege que ousou afrontar os dogmas da Igreja. Sua história daria um filme mais interessante porque toda a população da Boêmia se revoltou e travou uma guerra sangrenta contra as tropas do papa e do imperador durante mais de uma década. Os rebeldes, mesmo em menor número, mesmo sem treinamento militar, venceram muitas batalhas antes de serem esmagados.
"Unus testis, Nulus testis" , até hoje a Igreja Católica faz de conta que as ações da "Santa" Inquisição foram guiadas por "Deus", só não explica que "diabo" de deus foi este. O filme "Giordano Bruno" consagrou definitivamente Gian Maria Volonté, a sua interpretação ficou anotada nos anais da história do cinema.