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Data de lançamento
18 Out. 2012Duração
Noite polar na beira do mar Ártico. Faz dois meses que o sol não nasce no horizonte. No crepúsculo, no meio da neve e do gelo, uma família exilada alemã tem esperança de recomeçar a vida: Niels, Maria e o filho Markus. Mas logo ao chegar, Niels e Maria sentem que o novo lugar não vai salvar seu relacionamento esgotado. Niels se joga no seu trabalho como engenheiro e num caso amoroso. Maria trabalha horas extras num hospital, e Markus vive as dificuldades da adolescência com os novos colegas. Uma noite, um acidente ocorre e tudo muda, e a tragédia vira um momento decisivo para os três.
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Drama familiar muito consistente com boa reviravolta.
É um drama tenso valorizado pela gélida paisagem do Ártico. Um filme amargo mas bem realizado.
"Eu conheço o sofrimento. Estou cercada pelo sofrimento todos os dias. Eu sei que não há como escapar dele."
A enfermeira de pacientes terminais acidentalmente atropela uma garota que acaba morrendo. Na ocasião ela entra em estado de choque, sem saber o que atropelou de fato e acaba se evadindo do local, apenas descobrindo se tratar de uma pessoa nos dias seguintes.
Engraçado como até ali aquela família era mais fria e metódica do que tudo. Cada um agia individualmente dentro daquele corpo familiar. O marido tinha um caso fora do casamento e o filho cuspiu dentro da mochila de um colega de classe que o tratava bem, apenas para consolidar a amizade com um outro colega. O filme passa a ficar mais interessante a partir do acidente tanto que o filho da enfermeira começa a fazer um filme caseiro de seus pais. Aquele acidente é o gatilho para transformar aquelas pessoas numa família novamente, já que se unem, sobretudo o casal, para apaziguar o sofrimento e repensarem suas atitudes.
Mas a vida não é um filme. A vida é assim, aparentemente parada, calma, tranquila (como nos vários minutos iniciais do filme) e por vezes cheia de sofrimentos escondidos durante um bom tempo na escuridão de nosso interior. As vezes ele se enfraquece com o tempo, mas em outras acaba crescendo e deteriorando o seu portador. A revelação dos segredos sombrios acompanhado do perdão é o antídoto mais eficiente para amortização ou até mesmo extinção do sofrimento.
O diretor do excelente ''O Desejo Liberado'' aqui retorna novamente com os tema que envolve culpa, ressentimento e confissão.
Os cenários são trocados pela paisagem gélida do Ártico e os protagonistas são uma família que tem sua rotina quebrada por um incidente.
Glasner consegue extrair boas cenas e alguns questionamentos bem interessantes, mas o que mais pesou foi a duração excessiva que acaba cansando um pouco (não sei se foi só comigo) Achei que dava pra contar tudo com uns trinta minutos a menos sem estragar a essência e a mensagem do filme.
Lentro e frio, como o Ártico. O final é interessante.