John Locke é um historiador de arte de passagem por Marraqueche, explorando o trabalho seminal que Delacroix desempenhou lá. Ele fica numa isolada vila com Belkis, sua enigmática serviçal e concubina. Lá ele recebe slides de eróticos esboços que podem ter sido feitos por Delacroix. Então, os sonhos de Locke se intensificam: eles incluem sadomasoquismo com uma submissa jovem e visões de uma mulher de branco, que pode ser uma mulher que viveu no século XIX e foi executada por ter tido um caso com um homem francês. Indo contra os avisos de Belkis, Locke começa a se envolver com pessoas do submundo Marroquino, e cai em um mundo onde nada é o que parece ser.
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Em termos de conteúdo, trata-se principalmente de sequências de sonhos de violência sadomasoquista,o drama erótico surreal é digno e marca um clímax final na obra ricamente autoritária do autor.
"Deslizamentos Progressivos do Prazer" este é o título em br. Procurei pelo filme por causa de um tributo feito por Maxence Cyrin no video Nocturne 113.
"Je ne sais pas, monsieur" essa é a frase que nos remete à personagem Belkis que rouba a cena no filme. Apesar da presença da Dombasle é a pequena ( e muito gostosa) Dany Verissimo quem fica na lembrança após o término da obra. É um roteiro diferente, mas meio confuso, que poderia ter rendido melhor.
Acho a ideia do filme muito interessante, mas a execução mediana. Em alguns momentos me desinteressei completamente. Mas adorei Belkis.
É notável a paixão de Robbe-Grillet pela arte em seus trabalhos!!!
Ele preenche seus cenários e suas locações da forma que mais lhe apetece, mostrando ter uma afinidade impressionante com ela.
Neste último trabalho há a mesma verve de mistério pulsante combinada com a sensualidade feminina que marcaram algumas de suas obras. Acrescente aqui o pintor Eugene Delacroix e a atriz Arielle Dombasle e já basta para uma imersão entre os limites do sonho e da realidade.
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