Drama comovente sobre um dos episódios mais dolorosos da história da Polônia. O filme é ambientado na parte sul-ocidental da Volínia, uma região povoada por ucranianos, poloneses e judeus, em 1939. Zosia Glowacka está apaixonada por um rapaz ucraniano de sua aldeia, Petro, mas seu pai decide casá-la com um fazendeiro rico, um viúvo polonês muito mais velho que ela e com dois filhos.
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É um interessante filme baseado na segunda guerra, onde o maior foco da história gira em torno de Polônia contra Ucrânia, num cenário onde russos e alemães beiram a coadjuvação. Filme pesado. Cheio de dores.
Por mais que queria escrever outra resenha, eu não tenho como fugir do meu comentário de seis anos atrás.
"Desespero. Desespero. Desespero. Por que? Por que? Por que? Como imaginar que isso existiu? Como imaginar que a história chega até nós sem essas páginas abomináveis? Como imaginar uma guerra e imaginar vitoriosos? Como imaginar que alguém sentiu algo tão maldito dentro de si? Como julgar os lados? Como imaginar tamanha selvageria e tamanha satisfação? A nossa mente para, o nosso coração para e a nossa respiração para também. Você não consegue entender mais nada da vida, depois de ver esse "Guerra e Ódio" de Wojciech Smarzowski.
Fica uma revolta na gente, um ódio do ser humano por promover tanta desgraça, tanta escuridão que dá vergonha de existir. Se cada ato de gentileza gera gentileza, o que isso gerou? Será que aqueles povos e o mundo já se esqueceram de tudo isso? Será que eles mostram nas escolas, nas universidades um retrato tão realista dos conflitos como esse filme mostrou? Como ser polonês, ucraniano, russo e alemão hoje em dia, sem ter aprendido verdadeiramente com os seus mortos? Será que eles levaram á sério o seu passado? Alguém imagina que isso não pode acontecer novamente?
Esse filme é destruidor dos acasos das nossas vidas, de nossas famílias, de todos os países do mundo. É uma avalanche de verdades e mentiras do nossa estória, não sobra mais ideias de síndrome do coitado que moldam os povos. Conseguir assistir esse filme é uma proeza, porque ele é muito pesado, muito real. Chega ser um testemunho coletivo de pessoas que não tiveram medo da verdade e que não se iludiram com as glórias cantadas até nos hinos de seus países.
Wojciech Smarzowski fez um filme muito mais além de uma obra prima, muito mais urgente que qualquer coisa que eu me lembre. a obra parece a memória infeliz de Zosia Glowacka (Michalina Labacz), gritando do passado sua desgraçada e maldita história, para um povo que fica paralisado e hipnotizado com games, rede sociais, filmes, musicas, carros, celulares e novelas. Não se importando verdadeiramente com nada porque são condicionadas a não entender e não se importar nem com seus próprios filhos.
Políticos, empresas, religiões, aristas e tudo quanto é praga desse mundo, apareceram sorrindo dizendo os mesmos discursos e ideias que foram dados para os povos que quase se exterminaram de forma tão animalesca, em um passado bem perto da gente. Filme extraordinariamente necessário e urgente. Uma abominável pagina da história que não pode ficar oculta, jamais! Jamais!"
Por mais que queria escrever outra resenha, eu não tenho como fugir do meu comentário de seis anos atrás."
É um bom filme que mostra um pouco a relação conturbada da época (e até hoje) entre Ucrânia, Polônia, Rússia (também fala da Alemanha e dos judeus). O filme é tenso, começa mostrando um casamento, logo após começa as tragédias da vida da Zosia, a protagonista, que não tem um momento de paz. O filme não trabalha muito o diálogo, ele é mais dos olhares e ações, o que é bem interessante. Mas, no meio para o final, já não sabia quem era quem na guerra e isso pode causar uma confusão na compreensão. O filme tem cenas impactantes (é fome, é morte, violência de todo tipo), mas o final é especialmente forte, com muita violência gráfica o que gera ainda mais impacto. Também a obra não trabalha muito os personagens secundários, que acabam se perdendo na história. No geral, é muito interessante pelo contexto, a ambientação da época é muito boa.
O filme começa bem calminho, quando termina você está completamente horrorizado
povo mal resolvido demais esse do leste europeu
Tem que ter estomago. "Guerra e Ódio" é um dos filmes mais importantes já feitos pra entender a desgraceira politica/religiosa/social de um região da Europa que gerou tanto ódio e tanto sangue. O filme é soberbo, a direção de Wojciech Smarzowski é corajosa, crua, sincera. O resultado é uma obra que destrói qualquer argumento sobre: "O Quem Atirou a Primeira Pedra". A maldade das pessoas nesse episódio é algo que foge de qualquer tentativa de justificar idéias de construção de realidades, baseadas na separação ou supremacia. Não existe força racional que justifique famílias, amigos, vizinhos se massacrarem em nome de qualquer coisa. É abominável o resultado, é uma mancha de sangue quase impossível de lavar. Você fica estarrecido e acabado com os eventos do terrível massacre, mas também fica impressionado com o pano de fundo por trás desses eventos que desenha pra nós os Porques de tanto mal. "Guerra e Ódio" de Wojciech Smarzowski é obrigatório. Comunista, Nazista, Polonês, Ucranianos, Russos, Cristãos, Judeus, são todos farinhas do messo saco quando tem sangue nas mãos. Nada justifica tanta maldade.