Dirigido por
Data de lançamento
14 Março 1979Duração
Claude, um jovem do Oklahoma, que foi recrutado para a guerra do Vietnã, é "adotado" em Nova York, por um grupo de hippies comandados por Berger, que como seus amigos tem conceitos nada convencionais sobre o comportamento social e tenta convencê-lo dos absurdos da atual sociedade. Lá, Claude, também se apaixona por Sheila, uma jovem proveniente de uma rica família.
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Dirigido por Miloš Forman, **Hair** (1979) transpõe para as telas o famoso musical da Broadway não como uma mera celebração nostálgica da contracultura, mas como um doloroso testamento de sua inocência perdida e de seus limites políticos. Lançado no final da década de 1970 quando o movimento hippie já havia sido absorvido ou esmagado pela realidade histórica , o filme utiliza a jornada do inocente jovem caipira Claude Bukowski para dissecar o choque entre o establishment conservador e o sonho psicodélico de paz e amor.
Forman subverte o otimismo ingênuo das comunas ao expor o abismo de classe e a transitoriedade daquela rebeldia: os hippies liderados por Berger não passam, muitas vezes, de jovens privilegiados flertando com a anarquia antes de retornarem à segurança de suas estruturas familiares. O verdadeiro fardo da contracultura, contudo, é exposto em sua urgência antimilitarista: a recusa radical à Guerra do Vietnã confronta diretamente a máquina estatal que consome corpos marginalizados e jovens sem escolha.
Mais do que celebrar o corpo livre, o sexo livre e os ácidos, a genialidade contestadora do filme reside em seu desfecho devastador. A reviravolta trágica que sela o destino de Claude na base militar revela a impotência do movimento diante do Leviatã burocrático e bélico. Assim, *Hair* consagra-se não apenas como um tributo vibrante à contracultura, mas como uma elegia lúcida sobre como o sistema engoliu e silenciou o grito de uma geração.
clássico! deveria estar na lista de 1001 filmes para ver antes de morrer
uma professora da facul mostrou para gente a última cena para dar exemplo de montagem.
e anos depois me relacionei com garota que tinha dvd, e como deu ruim entre a gente e eu sabendo do final do filme, passei mais de 10 anos evitando assisti-lo.
ainda bem assisti hoje no prime video, pois muito bom!
Classicaço!!
Rapaiz.... por essa eu não esperava, assistir um musical... tudo por causa da musica “Age Of Aquarius” então acabei assistindo o filme todo é que grande surpresa, cara, como a cultura americana era diferente, nada haver com agora.
Esse espirito de paz e amor e muito contagiante, sei lá, esse filme e meio bobo varias vezes, mas a suspensão da descrença nem existe, eram outros tempos, situações sem maldade, sem muita malicia... kkkk, sexo livre e malicia? Sei lá....
De qualquer forma o filme/musical e extraordinário, achei fantástico, o final senti uma inesperada emoção.
Infelizmente na vida real, estamos no Age of Marte.
Me diverti mas se falar que sou fã de musicais, seria uma grande mentira... Em alguns momentos seria melhor o silêncio que tanta música. Kkkkkk