O gênio obsessivo, Hal Ashby, ganhou uma série sem precedentes prêmios no Oscar. Porém, ao mesmo tempo em que seus contemporâneos subiam ao estrelato com blockbusters na década de 1980, a natureza intransigente de Ashby se revelou como um conto de advertência da arte contra o comércio.
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É o documentário biográfico de prateleira, com entrevistas de diretores, atores / atrizes e membros da indústria cinematográfica, a maioria deles amigos do homenageado, e todo recorte cronológico desde que Hal Ashby iniciou a carreira como assistente de montador até a morte precoce de câncer pancreático. É bom para quem não conhece a importância do diretor em derrubar barreiras étnicas e discriminatórias com produções independentes e fora do eixo tradicionalista do cinema, e pode ajudar novos cineastas a se inspirarem em sua obra.
Entretanto, a respeito de um artista extraordinário que viveu a vida contrária aos padrões convencionais da época, que o documentário de Amy Scott seja tão padronizado chega a ser uma triste ironia post-mortem.
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