Esmagada contra o oceano pela encosta de um vulcão, a freguesia piscatória da Ribeira Quente na ilha de S. Miguel nos Açores vive os últimos dias de uma atividade piscatória tal como a conhecemos. A vida continua mesmo com o peixe a escassear enquanto todos lutam por dias normais.
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Assisti na 10ª Mostra Ecofalante que ocorreu on-line em agosto e setembro de 2021. Para quase todo documentário ruim que assisti na Mostra desse ano, e que me revoltou a ponto de vir aqui destilar minha raiva, tenho feito a mesma observação: a seleção dos filmes de 2021 é muito inferior a do ano passado. Salve-se raras exceções, a maioria é um desastre só. E tem vários documentários como este HALITO AZUL que simplesmente não dá pra entender sequer o que se queria documentar. Neste caso nem lendo a sinopse disponível no site do evento, pois é completamente vaga. A falta de sentido aqui já começa no título. O "documentário" é uma colcha de retalhos com uns pescadores falando embolado e um teatrinho bem bocozinho, com umas frases soltas, que não se conecta com nada. Não tem um desgraçado nesta droga que tenha boa dicção, obrigando, mesmo num filme falado em português, a ler legendas. Pra fechar com uma grandessíssima chave de bosta: criança fumando. Bicho, sério? Que tipo de desgraçado vê criança fumando e fica lá filmando em vez de dar um tapão bem dado na cara do moleque e um socão de quebrar os dentes no adulto que permite? Namoral!? Que troço repugnante! Quem fez a curadoria esse ano atolou o pé bonito. Nota 1 de 10.
Narrativa assustadoramente espontânea. Existe um jogo teatral em cena que achei muito interessante. É um tipo de filme bastante não-convencional e intrigante. A fotografia é linda e a poesia é cheia de mar, e vice versa.
Interessante como o sotaque de alguns pescadores lembra o francês...
A fotografia é bem bonita.
Provoca a reflexão acerca a ganância do homem perante a natureza, explorando seus recursos, nesse caso marítimos já que "empobrecemos as populações beira-mar para enriquecer meia dúzia de felizes. Cultivar o mar é uma coisa, é ofício dos pescadores. Explorar o mar é outra coisa, é ofício de industriais." baseado na obra literária "Os pescadores e as ilhas desconhecidas" de Raul Brandão é um convite a repensar nossos atos que normalmente tendem a achar que os recursos naturais são infinitos. Um outro aspecto que me incomodou (por conta do meu estilo de vida vegetariana) foi o tratamento com os peixes, como são dilacerados com facas afiadíssimas e em segundos transformam o que antes era uma vida em pedaços de tripas, iscas, ou para muitos "comida". Afinal, quando o peixinho já está fritinho e no prato ninguém lembra do pescador que acordou às 4h e arriscou sua própria vida em alto mar por este chicharro para você "saborear".