Estamos em plena Nova York do ano 2000, quando uma nova geração de jovens cineastas está despontando para a fama. Hamlet (Ethan Hawke) um deles, possuído por uma alienação e ânsia pouco comuns para os jovens espectadores de seus filmes. A Dinamarca não um reino, mas sim uma corporação gigantesca e o fantasma de seu pai desta vez aparece para Hamlet no terraço do hotel em que ele está hospedado. O clássico "ser ou não ser, eis a questão" desta vez declamado sob as luzes fluorescentes de uma grande locadora de vídeo. Entretanto, assim como na versão original, a saga de Hamlet mantém seu verdadeiro significado: o idealismo de um jovem destruído pela corrupção existente no mundo.
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Não é a melhor adaptação cinematográfica da obra de Shakespeare, com uma pegada meio suburbana, de uma NY dos anos 2000. Na verdade, eu senti uma nostalgia, principalmente com os aparelhos tecnológicos como computadores grandes, fax e etc.
Porém os diálogos construídos em cima da peça, alguns personagens tem menos fala que os outros, quando falam parece que não faz sentido.
O melhor exemplo de uma adaptação moderna de Shakespeare é Romeu e Julieta do Baz.
Ninguém avisou ninguém que tava ruim e lançaram? Custava atualizar a linguagem pra não destoar? Custava? Era só isso. Dá vergonha alheia e é meio chato em diversas partes. O visual, no entanto, até que é legal.
O elenco é bom e há momentos interessados proporcionados pela ambientação "moderna" (que hoje nem já é tão moderna assim). Mas, o texto não dialoga bem com o contexto que o filme traz, como a luta de espadas, todos se referirem a Hamlet como alguém da nobreza e a preservação da castidade de Ofélia. Houve uma preocupação com a preservação do texto original sem que houvesse uma coerência com o filme.
Uma ousadia que não deu certo, mas que serve ao menos para comprovar a atemporalidade do texto de Shakespeare.