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Data de lançamento
7 Fev. 2007Duração
Leste da Europa, pouco após o fim da 2ª Guerra Mundial. Hannibal Lecter assiste de perto a morte violenta de seus pais. Sem apoio, ele é obrigado a morar em um orfanato soviético, onde sua família morava anteriormente. Logo Lecter parte para Paris na tentativa de encontrar seu tio, mas é recebido pela sra. Murasaki Shikibu, uma viúva bela e misteriosa que lhe dá carinho e amor. Na cidade Lecter decide estudar Medicina, como forma de aumentar suas habilidades para poder fazer justiça contra os criminosos de guerra que o perseguem.
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Um roteiro fraco que tenta cativar pela motivação da vingança com um plot final idiota, contando ainda com cenas arrastadas pra acontecer e quando acontece são pífias ou chatinhas.
O jovem ator que parece com a Julia Roberts parece se esforçar, mas a execução do filme não convence ou causa boa impressão tanto por serem bem enfadonhas e mal feitas as cenas do enredo.
09.08.2008
21.04.2007
Estou revendo os filmes na ordem cronológica e desse aqui eu não me lembrava de nada. Ao rever entendi o porquê: a história e atuações são fracas e o filme esquecível.
HANNIBAL RISING
Direção: Peter Webber
Ano: 2007
Reassistido em: 30/01/2025
Provavelmente não deve existir nada pior do que ser obrigado a fazer algo que você não quer. Existe uma história que, honestamente, eu não sei se é verdade, de que o produtor Dino De Laurentiis deu um ultimato em Thomas Harris, dizendo que, se ele não escrevesse uma nova história sobre o Hannibal que pudesse ser utilizada como base para um novo filme, o próprio produtor daria um jeito de conceber essa nova história. Foi aí que Harris teve a ideia de escrever este livro. E aqui existe uma unanimidade: tanto o livro quanto o filme são muito fracos, para dizer o mínimo.
Após a Segunda Guerra Mundial, um jovem Hannibal, que, após testemunhar a morte brutal de sua família e sofrer traumas durante a guerra, busca vingança contra os responsáveis pela tragédia. Enquanto cresce e desenvolve um intelecto afiado, suas tendências sombrias começam a emergir, levando-o a se tornar o famoso assassino canibal.
Existem certas respostas que é melhor nunca serem obtidas. É muito mais interessante não saber o passado de certos personagens do que saber e descobrir que é um passado qualquer. Hannibal sempre teve como uma de suas principais características o mistério; o charme dele estava exatamente em não sabermos de onde ele veio, não conhecermos a possível origem de seus problemas psicológicos. Tudo isso criava uma aura de mistério ao redor dele, ajudando na construção do personagem. Mas aqui, Harris resolve jogar terra em cima de toda essa construção.
Não vou dizer que a história está perdida porque, para mim, ela já se perdeu no anterior, mas aqui temos, de longe, a história mais fraca de todas. E olha que o livro/filme Hannibal (2001) já não é nenhum primor. Com uma galeria de vilões péssima e um desenvolvimento fraco do protagonista, esta prequel é muito deficitária e acaba prejudicando todo o conjunto.
Olha, eu nem vou reclamar do pobre do Gaspard Ulliel, porque ele era muito imaturo para um personagem dessa complexidade. Fizeram com ele a mesma coisa que fizeram com a pobre da Julianne Moore: jogaram em suas mãos um personagem muito forte, pior ainda porque já tinha sido interpretado pelo Anthony Hopkins, que entrou para a história do cinema com o bendito personagem. O pobre coitado, infelizmente já falecido, sofreu muito nas mãos dos fãs. O restante do elenco até tem alguns bons nomes, mas, como todos os personagens são muito ruins, não vale nem a pena comentar. Mais uma vez fica provado que escrever livro e escrever roteiro de cinema não são a mesma coisa. Não sei de quem foi a ideia de deixar o próprio Harris responsável pelo script, mas não creio que tenha sido uma boa decisão.
Em linhas gerais, Hannibal Rising consegue ser, de longe, o pior de todos os filmes e de todas as histórias desse personagem, seja no papel ou no cinema, é verdadeiramente desnecessária. Não há razão para querer explorar a infância do Hannibal, a não ser a ganância dos produtores para ganhar mais alguns milhões. Mas o tiro saiu completamente pela culatra. Não chego ao ponto de negar sua existência dentro do cânone oficial, como muitos fãs fazem, mas admito que não tenho o livro Hannibal Rising na minha prateleira, nem nunca terei, porque não vou comprar. E se algum dia eu resolver revisitar essa saga mais uma vez, o Hannibal de 2001 até que dá para engolir, mas este aqui será sumariamente ignorado.