Heima (Tradução: em casa) é um documentário sobre a turnê na Islândia em 2006 da banda Sigur Rós. Durante a turnê, a banda realizou dois grandes shows a céu aberto em Reykjavík e Ásbyrgi, e outros shows menores em Ólafsvík, Ísafjörður, Djúpavík, Háls, Öxnadalur e Seyðisfjörður.
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popplagid tem meu coração!
Tá na lista de filmes que me trazem paz de espírito.
sempre gostei de sigur rós, mas não sabia sobre a origem da banda e nem nada. fiquei sabendo hoje enquanto assistia "heima" e pensei comigo: "gosto da banda certa". tive algumas reflexões durante o decorrer do documentário. eu olhava aqueles lugares mais remotos da islândia e me sentia sufocada. às vezes, parecia que as pessoas não tinham "perspectiva", mas depois respirei e vi que vivemos num mundo demasiadamente acelerado e que não vivemos nossas vidas de fato, estamos a maior parte do tempo no automatismo, e que aquilo sim era viver, sabe? viver sem grandes ganâncias, sem pressa, comungar de verdade, conhecer as pessoas, comer junto, sentar no chão pra ouvir uma música, etc. a gente meio que perdeu isso, certo? eu lembro que há uns bons anos atrás eu tinha interesse de descobrir o gosto musical das pessoas pra conhecer mais sobre elas, entendê-las... o gosto musical revelava muito sobre personalidade e sonhos, mas hoje em dia ninguém mais tem esse interesse, e mesmo se tivéssemos, nem tem mais singularidade no gosto musical das pessoas (como em muitas coisas), é tudo muito genérico, desde as músicas, letras, quanto as próprias pessoas. não temos mais curiosidade de conhecer as pessoas de verdade, sem pretensão nenhuma, sem preconceitos, sem malícia... soa, além de antiquado, bem estranho se uma pessoa nova se aproximar de você e dizer que quer te conhecer de verdade, dá até margem pra suposição de segunda intenção. parece também que as pessoas não têm muita coisa interessante pra mostrar, quando você tenta conhecer alguém profundamente parece que você só olha pro abismo e coisas obscuras e/ou sórdidas, as pessoas se acham interessantes por mostrar só isso e criou-se uma cultura que valoriza isso como sendo algo "profundo". eu sei que o mundo tá fodido de uma forma que não dá nem pra mensurar, mas as pessoas não valorizam mais coisas genuínas, leves, transparentes... não me isento disso, eu também não tenho mais vontade de conhecer ninguém de verdade parece, me contento com as relações supérfluas que vou tecendo, tenho preguiça. mas é assustador ver a maneira como vamos nos inserindo no contexto em que vivemos sem nem nos darmos conta, ou talvez a gente até se dá, mas tá cansado demais pra tentar resgatar as coisas como se lutássemos só contra a maré.
97 minutos de pura paz de espírito e contemplação.
Topissimo