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Gosto desses filmes estilo comédia de erros. O clima de eterna perseguição pra mim deixou a trama interessante, especialmente por - no meio de uma disputa política, ideológica e racial - estar em jogo a vida de uma inocente.
Interessante que, em paralelo com os tempos de ICE nos EUA da vida real, aqui a gente tenha visto um americano branco surtando ao ser perseguido, mas sendo ajudado por latinos completamente calmos, acostumados com a perseguição e já com uma estrutura de apoio mútuo.
A cena destaque positivo pra mim foi a da Willa fugindo com o supremacista de Porsche vindo logo atrás. Achei bem criativa a câmera acompanhando o relevo da estrada, contribuiu demais para o clima de tensão.
Vi muita gente falando mal desse filme e resolvi finalmente assistir. Que nada, achei um filmaço. O clima dele é muito divertido e a Anne Hathaway e a Meryl Streep estavam fenomenais, mas o que mais adorei foram as personagens delas.
A Andy é inteligente, querida e muito esperta. Aprendeu muito, fez coisas erradas pra sobreviver na profissão, mas tomou muito shade desnecessário de todo mundo ao seu redor. No fim, não perdeu seu brilho e sua querideza, até nos momentos ruins. Aparentemente se livrou de um namorado péssimo, de amigos péssimos e de um emprego péssimo. Ninguém, absolutamente ninguém dos círculos dela, apoiou ela, mas todo mundo sentiu/sentirá falta dela. Jornada muito interessante para uma protagonista.
Já a Miranda é uma figuraça. Inteligente também, bastante conceituada e infeliz com isso. É muito boa no que faz, ao custo de uma vida mais feliz talvez? Precisa manter sua fachada de pessoa que não se importa, e todo mundo puxa saco dela. Todo mundo fala o que ela quer ouvir e todo mundo realiza os pedidos absurdos dela (até porque famosos e poderosos, quando ouvem o que não querem, se afastam desse tipo de pessoa e vão atrás dos puxa-saco, e a Andy, esperta, tolerou ser essa pessoa por pouco menos de 1 ano para se dar bem e se deu bem ainda bem)(chega de usar a palavra bem).
Diante de toda grandeza do nome Miranda Priestly tem também um quê de infantilidade, de criança birrenta que nunca cresceu e com medo de encarar inseguranças. Uma personagem fascinante. No fundo ela é gente como a gente, mas precisa agir como se não fosse pra manter viva sua persona pública.
Últimos recados
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
Que boas palavras, participe mesmo, vamos construir juntos esse bom ambiente okay!!!
Convite para participar do grupo AMANTES DA SETIMA ARTE
Veja se gosta do ambiente e participe taaaaaaaaaaaa, alias voce ja esta la, coloquei o que escreveu com os devidos creditos para ti, sobre o filme Mutação!!! abs
https://www.facebook.com/groups/amantesda7arte/
Adorei esse filme, baita coleção de historietas retratando o quanto o Homo Argentum pode ser hipócrita, mesquinho e/ou viver na própria realidade. Ótima sátira, que nenhum momento perde a capacidade de entreter, nem nas piores das histórias.
Se tivesse que ranquear um top 3 de histórias, iria de:
1) La novia de papá, que conta sobre as dinâmicas de poder dentro de uma família e a briga por herança;
2) Troppo dolce, mais uma pra uma coleção de diversas histórias e relatos que já ouvi de ítalo brasileiros, argentinos, estadunidenses e outros indo visitar a parte da família que ficou na Itália e se decepcionando profundamente;
e 3) Un film necesario, que tocou num assunto que eu acho que é pouco comentado, mas necessário: a hipocrisia de muito babaca que trabalha na indústria do cinema e tenta se passar por humanista e progressista, sendo, claro, muito aplaudidos pelo discurso.
Menções honrosas também para outras de que adorei, como Piso 54 (que aborda os delírios que se passam na cabeça de gente muito rica), Bienvenidos a Buenos Aires (pelo simples fato de ter personagens brasileiros), Experiencia Enriquecedora (mais uma vez abordando a visão bem peculiar que ricos têm sobre pobres) e El auto de mis sueños (não querendo generalizar mas já generalizando, já me topei com muitos argentinos sem noção no trânsito e até caminhando na rua ou na praia, que simplesmente ignoram os seus arredores e trancam o caminho de todo mundo).