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Data de lançamento
14 Ago. 2025Duração
Comédia argentina que reúne 16 histórias curtas e independentes protagonizadas por Guillermo Francella. A obra usa humor e ironia para fazer uma crítica social à realidade argentina, explorando aspectos da cultura nacional, como hipocrisia, dependência familiar, violência e desencanto.
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Guillermo Francella é engraçado demais. Me diverti com todos os personagens.
Guillermo Francella como sempre espetacular nas atuações, pena que o longa não é tão bom assim.
Adorei esse filme, baita coleção de historietas retratando o quanto o Homo Argentum pode ser hipócrita, mesquinho e/ou viver na própria realidade. Ótima sátira, que nenhum momento perde a capacidade de entreter, nem nas piores das histórias.
Se tivesse que ranquear um top 3 de histórias, iria de:
1) La novia de papá, que conta sobre as dinâmicas de poder dentro de uma família e a briga por herança;
2) Troppo dolce, mais uma pra uma coleção de diversas histórias e relatos que já ouvi de ítalo brasileiros, argentinos, estadunidenses e outros indo visitar a parte da família que ficou na Itália e se decepcionando profundamente;
e 3) Un film necesario, que tocou num assunto que eu acho que é pouco comentado, mas necessário: a hipocrisia de muito babaca que trabalha na indústria do cinema e tenta se passar por humanista e progressista, sendo, claro, muito aplaudidos pelo discurso.
Menções honrosas também para outras de que adorei, como Piso 54 (que aborda os delírios que se passam na cabeça de gente muito rica), Bienvenidos a Buenos Aires (pelo simples fato de ter personagens brasileiros), Experiencia Enriquecedora (mais uma vez abordando a visão bem peculiar que ricos têm sobre pobres) e El auto de mis sueños (não querendo generalizar mas já generalizando, já me topei com muitos argentinos sem noção no trânsito e até caminhando na rua ou na praia, que simplesmente ignoram os seus arredores e trancam o caminho de todo mundo).
Formidável comédia argentina que na verdade é uma crítica ácida aos costumes e modo de viver dos argentinos. O filme incomodou muita gente por lá e cinicamente foi aplaudida pelo presidente extremista Javier Milei – o político ou não entendeu as ridicularizações ali apresentadas, inclusive há uma sobre ele, ou fingiu ar de sábio. É um retrato de personagens que convivem na capital, do bancário ao relojoeiro, passando pelo presidente da República e pelo diretor de cinema (que lembra Pedro Almodóvar), alguns estereotipados, e todos mostrados em pequenas esquetes que duram de três a sete minutos. E todas protagonizadas pelo mesmo ator, o versátil Guillermo Francella, num tremendo tour de force – o veterano artista tem 70 anos, é um dos ídolos do cinema argentino, atuou em filmes premiados como “O segredo dos seus olhos” (2009), e suas 16 interpretações aqui são muito legais, colocando atores novos no chinelo. As historietas são independentes, mostrando a cara do ‘homem argentino médio’, uma nova escala na espécie humana, segundo o argumento original da obra. Desfilam no satírico filme o falso moralista, o alcaguete, o oportunista, o mentiroso, expondo as ambições e hipocrisia da sociedade. É uma comédia que levanta polêmicas ao caçoar dos argentinos sem trégua, expondo as fragilidades humanas. A dupla de roteiristas e diretores Mariano Cohn e Gastón Duprat, que fizeram crítica bem semelhante em “O cidadão ilustre” (2016), optou por uma narrativa não-linear, compilando fragmentos dessas figuras possivelmente reais para compor um mosaico cultural provocador. Distribuição no Brasil pela Disney (via Star Distribution), disponível no streaming Disney+. POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspotcom
Ainda não descobri UM filme argentino realmente ruim, impressionante. Guillermo Francella é ótimo, já virei fã.