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Em seu primeiro trabalho com cinema, Werner Herzog faz uma releitura contestadora do mito de Hércules, mais especificamente daquele que relata seus 12 trabalhos, traçando paralelos entre eles e os problemas da era moderna, com especial atenção para a guerra e a escalada de autodestruição da humanidade. Estaria o semi-deus Hércules apto para enfrentá-los?
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Não conhecia este curta-metragem exordial e deliciei-me em mais de um sentido enquanto o via: as legendas interrogativas e cínicas são maravilhosas! Minha mãe riu muito: "de que adianta ficar tão forte enquanto bombardeiam tudo?". Pois é... Se não há utilidade prática, de que adianta? Montagem extraordinária e ângulos halterofilistas promissores (risos). Deliciosamente sardônico. Sensual e político, mesmo quando joga com as inversões da potência! (WPC>)
O transe que só Herzog sabe construir.
resposta única para todas as perguntas de W.H.: não, porque os Hércules de hoje são, na verdade, Narcisos!
Ah, Werner Herzog! Com um primeiro trabalho assim, de uma discussão social tão bem elaborada, envolvida na metáfora mitológica, só poderiam resultar os demais trabalhos geniais de sua carreira.