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Data de lançamento
11 Fev. 2018Duração
A série é centrada em uma família multi-racial: um professor de filosofia, sua esposa advogada, seus três filhos adotivos da Somália, Vietnã e Colômbia, e sua única filha biológica. Tudo parece perfeito, até que uma das crianças começa a ver coisas que os outros não conseguem. É uma doença mental? Ou seria outra coisa?
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Vale a pena assistir, mas com um pouco de paciência.
Com altos e baixos e infelizmente boba, saudades Alan Ball de Six feet under.
Mas ainda vale a pena, com alguns diálogos memoráveis e umas cenas bem brisas de encher os olhos de satisfação.
A esquete que o Ramon desenha de um homem subindo a montanha, o cervo que simplesmente caga no meio da floresta, as discussões sobre absurdismo, seja na escola ou na mesa quando eles falam sobre o mundo atual, eu realmente n sei como alguém pode fazer uma critíca tão superficial pra dar 1 estrela a uma série como essa, desapontado, mas n pela série
Achei q a serie abordou varios temas ate interessantes mas, eu achei muito "inchada". Nao foi dessa vez Alan Ball
Eu realmente gostaria de ter tido um professor de filosofia como Greg Boatwright; os dois que eu tive foram desastres acadêmicos: o primeiro era um traste que tinha a incrível habilidade de "dopar" a classe toda com o sono letárgico provocado pelo tédio de suas aulas monótonas e infindáveis; a seguinte foi uma cretina carola e hipócrita parecida com a Dolores Umbridge de Harry Potter, que se gabava se ser formada em Teologia e fazia questão de manipular os conteúdos de modo a se encaixarem nos moldes cristãos dela.
Enfim, essa introdução serve para dizer que afinal de contas Greg foi o meu personagem favorito nesta temporada; Tim Robbins está mesmo impecável no papel do professor que desafia os alunos a pensar, a "ver" o mundo e avaliar suas posturas diante dele.
A princípio, achei que Ramon seria o melhor personagem, gostei da sinceridade crua e sarcástica dele no começo; porém, à medida que a série avançava, ele foi ficando muito "me deixe, não me toque", estando ou não nos momentos do seus surtos, e isso foi ficando chato.
E falando em chato, minha maior decepção nesta temporada foi a personagem Ashley. Adoro personagens negras fortes, que têm consciência da pretensa "supremacia" branca à sua volta, mas que não se deixam abater por isso, enfrentando o racismo de cara. Alan Ball criou uma personagem assim:Tara, que foi uma das minhas personagens prediletas em True Blood. O mesmo não pode ser dito de Ashley: ela é muito inerte, fica se vitimizando o tempo todo, sofrendo várias pressões racistas (que se estendem até à sua filha) sem tomar nenhuma atitude prática: só resmunga, choraminga e faz aulas inúteis de defesa pessoal. Espero que ela tenha um desenvolvimento e aproveitamento melhor nas próximas temporadas, que ela consiga marcar seu território e sair da posição de carpete.
Por fim, uma menção à matriarca, de quem "aprendi" a gostar aos poucos: Audrey. No começo, eu achava que ela era só uma dessas peruas que posam de progressistas e política e culturalmente corretas para servir de modelo para a sociedade, mas não é o caso. Talvez inicialmente tenha sido, mas ela foi ganhando uma consciência, foi se tornando aquilo que ela representava. Achei uma ótima evolução.
Resumindo o textão: Greg e Audrey valem a série toda!