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Em agosto de 2000, um grupo de moradores sem-teto, de favelas e de rua organizou uma visita em sinal de protesto a um grande shopping da Zona Sul carioca. O que parece natural a qualquer um – uma simples visita ao shopping - causa estranheza e mal-estar entre os presentes, captando grande repercussão na mídia e na academia. Assim, vão sendo revelados aqueles que têm e os que não têm ingresso garantido neste mundo de consumo e em seus espaços. O curta conta com imagens da época e entrevistas com alguns manifestantes e teóricos sobre o tema.
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Em 2000, uma manifestação levou pessoas em situação de rua e moradores de ocupações da cidade para passear no Rio Sul, shopping do Rio de Janeiro.
Conhecido como o "pai do rolezinho", o caso ganhou a mídia, principalmente pela ação da polícia que tentou impediu o passeio, dos seguranças que não saiam de trás das pessoas e dos vendedores que fechavam as lojas às pressas.
E o que eles queriam? Nada. Só conhecer o shopping que nunca tinham ido. O documentário revê o caso e escancara os muros invisíveis de nossas cidades construídas em torno do dinheiro.
O documentário está na Amazon Prime.
Me lembrei de uma aula de sociologia no ensino médio, era sobre direitos garantidos em constituição e a prof nos perguntava se todos tinham mesmo o direito de ir e vir e utilizava como exemplo, os moradores de rua frequentando o shopping... Talvez a prof tivesse a memória desse acontecido e usou como provocação, enfim... Ótimo documentário!
A única parte ruim é que acaba rápido. MST sempre incomodando, botando o dedo na ferida e fazendo críticas necessárias.
Interessante curta que ajuda a analisar como determinados espaços trazem códigos sociais invisíveis. Quem é do Rio sabe que o shopping mostrado aqui ainda hoje é elitista.
É isso, teoricamente não existe segregação no Brasil, mas na prática sempre se sabe em quais espaços e em quais papéis se espera que pretos, pobres e favelados estejam.
Mais de duas décadas se passaram, mas pouco mudou em relação a ocupação de espaços por aqueles que são considerados invisíveis. A maioria dos shopping "repelem" pessoas pobres—seja pelos valores, seja pelo tipo de consumo que é esperado nesses ambientes—e são super receptivos a certos padrões de visitantes «branco e trajado de roupas consideradas caras».