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Acabei de assistir Nosferatu e o sentimento é ambíguo de ter visto um filme que gostei demais e ainda assim saber que ele me lembra muito outros.
Talvez essa seja a grande qualidade desse Nosferatu : ele se insere na tradição de filmes que se baseiam na obra de Bram Stoker, se mantém bastante fiel ao miolo da história e, ainda assim, mesmo nos dando uma sensação de Dejavu, consegue nos encantar em suas características próprias.
Confesso que esse horror me gera quase uma vertigem e fico ali, preso na história, não com medo, mas fascinado pelo mistério do mundo. Gosto do lado mais gore e gosto da narrativa ter mais velocidade.
Um ótimo filme!
Em tempos de genocídio palestino, fiquei com a impressão que o filme foi certeiro ao tratar o Holocausto. Nos personagens dos primos, temos duas expressões muito marcantes da identidade judaica.
De um lado, uma em que os efeitos do trauma geracional se expressam no corpo da personagem a todo instante - até de forma a atrapalhar os demais - chamando o tempo todo o mundo para a consciência de tudo que eles viveram. Não lembrar o tempo todo é, assim, esquecer pra sempre.
Do outro, um personagem que mostra uma certa frieza em relação ao passado, numa tentativa de reconhecer os sofrimentos, mas tentar dar um passo a frente e viver, quase na máxima de "eles sofreram, nós não precisamos sofrer".
A Real Pain, ou seja, a verdadeira dor, me parece ser justamente viver essa tensão como marca identitária inescapável.
Como ser, ao mesmo tempo, UM e OUTRO, oscilar entre essas duas personalidades, lembrar e esquecer ao mesmo tempo, sofrer e superar. Essa é a verdadeira dor.
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O filme aspira à grande do brutalismo, ao mesmo tempo em que tenta nos sensibilizar com a trama de um imigrante sobrevivente da segunda guerra.
A lição parece ser duas: somos duros e resistimos num lugar em que não nos querem lá. A solução, me parece, é a tese sionista, que judeus precisam de uma terra, Israel. Isso, inclusive, é dito literalmente numa frase que não digo por spoiler.
Mas o problema nem é esse: o filme é tão frio quanto o concreto do brutalismo. Ele tenta esquentar, mas vira uma sucessão de imagens bonitas, mas que causam pouco.
Na lista do Oscar, parece ficar pra trás.