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Nick Longhetti (Peter Falk) está sobrecarregado, devido ao seu trabalho em um estaleiro. Sua esposa Mabel (Gena Rowlands) passa por uma fase difícil, vivendo em constante desequilíbrio emocional, o que a leva à depressão. Quando os filhos começam a serem afetados pelo estado de Mabel, Nick é obrigado a hospitalizá-la. Só que isto faz com que ele tenha também que assumir o controle de sua casa.
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Uma das interpretações mais visceral da história da sétima arte Gena Rowlands entrega de corpo e alma uma personagem tão complexa como Mabel, Vou precisar digerir esse filme por alguns dias certamente, o diretor deixar em aberto pro seu público diagnósticar Mabel foi cruelmente genial, Em minha opinião Mabel estava lidando com um problema psicológico, talvez uma esquizofrenia mas não só isso Mabel estava extremamente cansada, ela precisava representar um papel social do qual não se encaixava, sua espontaneidade claramente fora podada desde de sua infância e isso ficou claro na cena final na mesa com seu pai em um momento angustiante do qual Mabel súplica apoio ao seu pai e ele não compreende a urgência e complexidade do seu pedido,fico conjecturando quantas vezes Mabel não fez esse mesmo pedido? ninguém questiona os insanos acessos de raiva do Marido, seus descontroles constantes e sua inabalidade como pai e marido, Mabel foi negligenciada por todos, porque são inaptos e negligentes sentimentais, essa aspiral tóxica dessa dinâmica familiar é sufocante e tão real quanto comum, Mabel é "uma mulher sob influência" não apenas de substâncias ou de uma doença, mas da influência esmagadora do patriarcado, da domesticidade compulsória e da negligência afetiva coletiva. A atuação de Gena Rowlands é tão visceral porque ela não interpreta a loucura de forma caricata; ela interpreta o desespero de quem está tentando, desesperadamente, agradar a todos e manter a própria sanidade enquanto o mundo ao redor desaba, mas a pergunta mais inquietante que me fiz no fim do filme, Afinal será que a insanidade e loucura era de Mabel ? Quem de fato era louco.
Pode conter spoilers coisa de loucos...
Uau, e daqueles filmes que termina e você fica pensando no que viu, uma aula sociológica sobre os diversos prismas de problemas familiar, gostaria muito de saber o que exatamente a Mabel tem , que distúrbio é, nao pode ser somente loucura u estafa mental, as vezes ate parece um pouco com tourette..mas nao e bem isso..
O que parece uma família como outra , um pai, mãe e três filhos, na realidade é uma insanidade, que vai se revelando e nos mostrando algo disfuncional, toxico, covarde, Mabel, claramente tem algum distúrbio, mas algo que você consegue identificar como algo que uma terapia já ajudaria, o problema na realidade é algo bem pior, NIck, o puro estereotipo do cara bruto, que só grita, perde a paciência e é violento, dentro de um núcleo social e pelo que vi familiar que normaliza esse papel como o chefe da casa, na realidade Nick e o puro suco de um incompetente como marido, como ser humano, medíocre, aquelas figuras que faz parte do povo médio, que acredita que faz muito, mas e só um idiota que bate na mulher, bebe, grita com os filhos, pq homem tem que ser homem...E as crianças, futuros moldes de problemas psicológicos..
A cena quando Mabel volta, as pessoas, quando ela pede que o pai apoie ela, e o mesmo nao faz nada, e manda a esposa calar a boca, quando ela diz que entendeu o que Mabel quer, o grito silencioso nessas palavras sufoca e ela desabando na mesa, fica claro que muito do desequilíbrio de Mabel, e a estrutura viciosa que foi criada, e que nao vai mudar. Nick nao queria uma esposa, quando ele diz, volte a ser o que você era, ele quer algo para controlar e se descontrolar..ou seja a conveniência de manda-la para um hospital psiquiátrico e fazer com que todos acreditassem que a loucura e so dela, tirava sua responsabilidade..
Um filme que parece leve, mas é toneladas de pesado, uma atuação impressionante da Gena Rowlands...
Atuação espantosa da Gena Rowlands. De se aplaudir de pé.
Gena Rowlands É o filme e representa o longa com uma atuação de tirar o fôlego.
Eu ao mesmo tempo entendo e questiono a duração do filme. Todos os atores mandaram muito bem, mas ela, claro, um caso à parte.