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Satché anda pelas ruas da cidade onde vive em Senegal; visita os lugares do passado como se estivesse vendo-os pela ultima vez: a casa de seus pais, seu primeiro amor, os amigos da juventude, sua esposa e filhos. Ele ouve a mesma pergunta: porque não ficou na América, onde teria um futuro? Satché enfrenta seus últimos momentos com muito medo, mas também com senso de alegria.
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Um passeio por Senegal, pelas lembranças vivas de um homem e pelo existencialismo humano, com sua subjetividade e fantasia.
Muito bacana o paralelismo entre um dia e uma vida. O dia de Satché começa na família dos seus pais, termina numa família que ele construiu, passando por várias coisas marcantes da vida pelo meio (amigos, relacionamentos...). É mais do que o último dia de uma vida, é uma vida em um dia (que aliás, dá impressão que nunca vai terminar).
O suspense que o filme cria no espectador me lembrou (levemente) Kafka. Muito bom.
Eu não saberia como reagir estando na mesma situação que o personagem Satché.
Saber que só restam aquelas horas de vida... acho que o mais interessante do filme é a família tratar como uma tradição. O que me despertou algumas perguntas como: será se existe essa tradição? Ou se existiu? Será se seríamos melhores se houvesse uma data de validade?