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"Hollywood no cerrado" articula narrativas, personagens, depoimentos e registros iconográficos e sonoros, para contar, na forma de um “almanaque audiovisual” bem humorado, casos poucos conhecidos de uma época admirável de aventuras e eventos extraordinários, anteriores à transparência da capital do Brasil para o Planalto Central.
O documentário traz a luz a relação que se estabelece entre os meios de comunicação (especialmente o cinema) e a cultura no velho centro oeste. Para narrar singularidades da ocupação do centro oeste brasileiro conta com astros famosos do cinema internacional como Joan Lowell (atriz de filmes de Chaplin – Em busca do Ouro); Janet Gaynor(primeira atriz de cinema a receber o Oscar/ Star is born); Larry Hagman ( Major Nelson do seriado mais visto na historia da TV – A feiticeira e ainda o JR da serie Dallas); Mary Martin ( Peter Pan/ O mágico de OZ); Jonh Wayne; Ronald Reagan e de imigrantes europeus, árabes e nativos que habitaram o sertão do planalto central entre as décadas de 20 a 60, movidos pelo livro da escritora e atriz Joan Lowell – A terra prometida( The promise land,1951,Ed.melhoramentos), na acelerada marcha para o oeste. Não menos surpreendente neste fluxo de imigrantes foi a chegada de intelectuais franceses, burgueses e ricos, que fundaram na ” terra prometida “ uma colônia libertaria anarquista inspirada nas idéias utópicas do escritor Charles Fourier. O filme narra a pré historia de Brasília – a saga em direção a “terra prometida” prossegue congregando árabes, americanos, europeus, sertanejos que convivem em paz fecundando o sonho fantástico de Dom Bosco.
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Ainda tô na dúvida se gostei ou não da montagem maluca dele. Mas é no mínimo interessante. O corte frenético às vezes foi no nível de montar depoimento palavra por palavra, lembrando a gente que um documentário é um discurso montado por quem fez. Outras vezes a velocidade dá a impressão do extremo oposto: montando depoimentos misturando falas de pessoas diferentes ele parece reforçar a história que conta, mostrar uma certa versão compartilhada.
Bom, independente da forma, é uma bela história.
Uma ótima história que infelizmente é comprometida pela forma com a qual é contada. O documentário falha em encontrar um ritmo apropriado e a edição acelerada torna difícil o acompanhamento dos depoimentos.
cansativo.