Hollywoodgate

Compartilhar
Hollywoodgate (2023)
Hollywoodgate
Média do filme: 3.4 de 5 — baseado em 4 votos
MÉDIAFILMOW
3.4
4 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Ibrahim Nash'at
Data de lançamento 31 Ago. 2023 Outras datas
Duração 91 min (1h31)

Dirigido por

Data de lançamento

31 Ago. 2023

Duração

91 minutos
Carregando Publicidade...

Sinopse

Em Hollywoodgate, no dia seguinte à retirada dos EUA do Afeganistão, o Talibã imediatamente se move para ocupar o complexo Hollywood Gate, alegadamente uma antiga base da CIA em Cabul. O Talibã encontra o que os militares mais tecnologicamente avançados da história deixaram para trás: aeronaves, armas e equipamentos militares valiosos. Perplexo com a tecnologia, Malawi Mansour, o recém-designado comandante da Força Aérea, ordena que seus soldados inventariem e consertem tudo o que puderem. Mukhtar, motivado a um dia conquistar o mundo, chega ao Hollywood Gate com o objetivo de construir uma carreira militar de alto escalão. Enquanto Malawi Mansour e Mukhtar estão focados em maximizar seus próprios objetivos pessoais, seus camaradas continuam a consertar as armas deixadas para trás no Hollywood Gate. AK-47s que antes eram usados ​​pelos EUA e pela OTAN agora estão nas mãos do Talibã; helicópteros e caças que se pensavam destruídos agora bombardeiam de forma letal a oposição, criando danos colaterais incalculáveis ​​no processo; e o uso de documentaristas internacionais para fins de propaganda está em andamento. Ao longo de um ano, o filme expõe a transformação de uma milícia fundamentalista em um regime militar.

Gênero:
Gênero:

Elenco

Nenhum elenco encontrado.

Fotos e Trailers

Filmow+
Ticket de Prata

Sem anúncios

Comprar
Filmow+
Ticket de Prata

Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções

  • Navegue sem anúncios
  • Badge exclusivo Filmow+ no perfil
  • Acesso antecipado a novidades
  • Apoie a comunidade cinéfila
Comprar agora

Trailer do dia

Tigre de Papel | Trailer Legendado

Tigre de Papel

Comentários 0
amigos querem ver
fellpe
Felipe
1 ano atrás

“Hollywoodgate” é um documentário que captura a transição do Talibã de uma força insurgente para o status de regime governante, e ao mesmo tempo, revela as complexas camadas de propaganda, poder e fragilidade que sustentam essa transformação. Sob a direção de Ibrahim Nash’at, o filme é uma experiência tão desconcertante quanto fascinante, que nos coloca no centro de um momento histórico com acesso raro e uma narrativa que incomoda.

Desde o início, há uma tensão palpável em como Nash’at se posiciona dentro do espaço que está documentando. A antiga base americana, conhecida como Hollywood Gate, funciona como um microcosmo para a nova ordem do Talibã. Logo percebemos que a câmera não é apenas uma ferramenta de registro, mas também um elemento na dinâmica de poder. Os membros do Talibã muitas vezes parecem performar para a câmera, conscientes do impacto de suas palavras e ações. Isso é especialmente evidente em Mawlawi Mansour, o Comandante da Força Aérea, cuja presença dominante beira o teatral. Mansour é apresentado como uma pessoa ambiciosa, mas também cínica, determinado a reconstruir os equipamentos militares deixados pelos americanos, transformando helicópteros desativados em símbolos de força renovada.

O filme equilibra habilmente a banalidade da vida diária na base com momentos de profundo impacto simbólico. Soldados brincando com latas de Red Bull esquecidas no freezer dão lugar a cenas de máquinas de guerra recuperadas, em uma transição que encapsula a transformação do caos em controle, pelo menos na superfície. Essa oscilação entre o mundano e o apocalíptico reforça o desconforto do espectador, que é constantemente lembrado de que aquilo que parece rotina é, na verdade, uma preparação para algo muito maior – e mais perigoso.

Há uma inteligência sutil na escolha de Nash’at em capturar não apenas a reconstrução militar, mas também a dinâmica social e cultural do novo regime. Um dos momentos mais impactantes envolve membros do Talibã discutindo as mudanças nas leis sobre os direitos das mulheres. Enquanto eles assistem às notícias, o contraste entre as suas palavras e a realidade devastadora que essas políticas representam é gritante. A crueldade implícita em sua indiferença é tão poderosa quanto qualquer cena de destruição ou conflito armado.

Narrativamente, o documentário também se destaca por aquilo que decide mostrar – ou omitir. Em seus 92 minutos, Nash’at oferece uma visão concisa, mas abrangente, de um cenário em constante transformação. No entanto, ele não cede à tentação de preencher todas as lacunas, deixando o espectador com uma sensação de inquietação e uma série de perguntas sem resposta. Isso é um mérito, não uma falha, pois reforça a ideia de que a história do Afeganistão sob o Talibã ainda está longe de um desfecho.

O clímax do filme é um lembrete brutal do alcance dessa transição de poder. Em uma exibição de força quase coreografada, helicópteros e armas deixados pelos americanos são apresentados como troféus de uma vitória simbólica. É um momento de terror calculado, projetado não apenas para intimidar inimigos externos, mas também para consolidar o controle interno. Nash’at não precisa pontuar essas cenas com comentários inflamados; a frieza das imagens fala por si.

Ainda assim, “Hollywoodgate” nunca perde de vista o contexto humano. Embora a câmera muitas vezes esteja fixada nos símbolos de poder – os líderes, as armas, os helicópteros – há um senso persistente de tragédia maior. O filme sugere, sem explicitar, as consequências de longo prazo para a população afegã, especialmente as mulheres e as crianças, que continuam enfrentando uma crise humanitária agravada pela fome e pela opressão.

“Hollywoodgate” é um exemplo notável de como fazer jornalismo, mas também uma obra que desafia o espectador a confrontar as nuances do que vê. É, ao mesmo tempo, uma janela para o presente e um presságio do futuro, um lembrete de que o que está sendo construído na base de Hollywood Gate pode ter implicações globais. O desconforto que o filme provoca não é apenas resultado do que é mostrado, mas também do que é intencionalmente deixado para o espectador interpretar. Essa ambiguidade é sua força. No geral, Nash’at entrega uma obra que é tanto um documento quanto um alerta, um reflexo de um momento em que o caos ainda molda o destino de uma nação.

Carregando Publicidade...
½
1
1½
2
2½
3
3½
4
4½
5

Listas com o filme

Ver todas as listas (1)
Quatro Paredes Dahomey Frida The Bibi Files Filhas
🍿 Pré-listas Oscar 2025
por nserra

Se você gostou deste filme, confira também estes aqui: