Quando Charlotte, 27, vê o meio-irmão Henrik, 35, pela primeira vez na vida adulta, este se torna um encontro sem limites entre duas pessoas que não sabem o que é uma família normal. Como um amor fraternal se manifesta se você nunca o experimentou antes?
Esse filme é um drama psicológico intenso que vai além das aparências para explorar os limites emocionais de pessoas que vivem sob máscaras sociais frágeis.
À primeira vista, parece apenas mais um retrato da vida adulta com seus conflitos cotidianos, mas conforme a trama se desenvolve, revela-se um mergulho sombrio nas consequências da carência afetiva, da solidão e das escolhas imprudentes.
No centro da história está Charlotte, uma mulher que, em meio a uma vida aparentemente estável, se envolve em uma relação proibida, o que dá início a uma espiral de tensão emocional, culpa e destruição. O que deveria ser um reencontro familiar acaba se tornando um catalisador para o colapso psíquico de todos os envolvidos.
O filme escancara uma realidade crua: a família, nesse contexto, está longe de ser um porto seguro. Pelo contrário, é fonte de traumas não resolvidos, abandono emocional e relações frágeis. Os laços de sangue, que teoricamente deveriam ser protetores, tornam-se perigosos e, em muitos momentos, destrutivos.
Ótima fotografia e tema polêmico. Porém a situação vivida pelos protagonistas é mais comum do que imaginamos.
irmãos/amantes
Tema bastante espinhoso, aqui retratado de forma tão romantizada que me vi torcendo para que houvesse um final “feliz”.
Meio-irmãos separados desde a infância, passaram a adolescência sem se ver, se reencontram já adultos, cada um com sua vida estabelecida, com seus respectivos parceiros. Porém a calmaria tem seus dias contados.
O tabu familiar é discreto e exposto de forma bem atual, voraz em muitos momentos, como nas cenas de sexo, que me deixaram com aquele sorriso culposo de merda. Credo.
•Simon uma espécie de James Spader Norueguês
•as cenas de sexo nuuuuuuuuussa que voraz, foram tão fortes que até foram avaliadas no filmow ahahahahaha
•por que maldição quando o filme desse acaba a gente fica ao mesmo tempo satisfeito e se sentindo a PIOR PESSOA DO MUNDO!?
•a cena do banheiro…quem NUNCA passou por algo igual não sabe o que é viver
•insano até o talo
É um filme interessante
Infelizmente não aborda o tema com a profundidade necessária
Num dia o cara tá lá xingando ela, aí DO NADA eles tão transando (???)
A atração entre eles é muito mal construída, acontece simplesmente depois de passarem uma noite pela cidade juntos
Mas de qualquer forma, pra mim, é sempre melhor assistir a um filme norueguês do que alguma porcaria hollywoodiana...
Assisti este filme na noite passada e ainda me sinto incomodada.
Honestamente, não tanto pela temática, pois está muito claro na sinopse que é essa a temática abordada.
O que me incomodou foi o ambiente familiar em que Charlotte cresceu, acima de tudo no que concerne ao facto de ter uma mãe, mas que é como se não tivesse. E isso deixou-se imensas sequelas no seu desenvolvimento emocional. Saliento a cena em que há um diálogo de quebrar o coração entre ela e a sua mãe no final de uma das suas aulas.
Incomodou-me também a violência psicológica e física, e a dependência tóxica (embora o incesto seja algo doentio e tóxico à partida) a que a relação de incestou levou os dois meios-irmãos.
Por último, os olhares de Charlotte também me incomodaram muito, ainda mais porque dava realmente a sensação de que ela não tinha qualquer prazer (aliás, parecia que estava realmente em sofrimento!) quando fazia sexo com o meio-irmão. Dá a sensação de que parecia estava a ser forçada...
O filme em si começa de um jeito cativante, mas, talvez pela espiral dramática em que cai, acaba por perder o ritmo promissor que tinha, o que me fez aborrecer um pouco.
No final senti-me arrependida de o ter visto, pois deixou-me com um humor sombrio...Muito possivelmente, é esse um dos propósitos deste filme, deixar o espectador realmente incomodado.
Ine Marie Wilmann foi espetacular no seu desempenho e acredito que isso contribuiu bastante para o incómodo que o filme causa.