Últimas opiniões enviadas
A submissão e o submisso.
No meio desse enlace, a única regra é a ausência de afeto, mas o filme desconstrói isso brilhantemente. Existe o prazer gráfico, o suor e o sexo, mas a verdadeira protagonista aqui é a solidão que grita nos momentos de silêncio. Belo e doloroso na mesma medida. A trilha sonora final encerra o ciclo com perfeição.
Bugonia: A audácia de Yorgos Lanthimos e o charme do hospício
Como ousa o Yorgos Lanthimos entrar na minha casa para me fazer passar raiva? Eu simplesmente não aceito essa falta de respeito.
O filme mergulha de cabeça no chorume das teorias da conspiração — e sim, temos terraplanistas, porque o absurdo não tem limite.
A obra exala aquela energia clássica do diretor, uma mistura indigesta (e deliciosa) de O Sacrifício do Cervo Sagrado com O Lagosta, flertando descaradamente com o horror corporal de Cronenberg. É uma experiência bipolar: num minuto você está claustrofóbico, no outro sente um conforto estranho, quase perverso.
Existem conflitos internos e aquele humor tragicômico de quem ri para não chorar. Sei que os críticos de plantão vão revirar os olhos e dizer que é "mais do mesmo", acusando o diretor de não se reinventar. Mas, honestamente? No que ele se propõe a fazer — que é deixar a gente desconfortável e fascinado —, ele entrega tudo. Se é para ser "mais do mesmo" com essa qualidade, que mandem mais.
Descobri que é um remake (Save the Green Planet!), e parabéns aos envolvidos: o filme é tão interessantíssimo que aniquilou qualquer vontade minha de ver o original.
Pra quê estragar a magia dessa loucura com comparações?
Últimos recados
Voce colcou um review falando sobre estar chegando no limbo da degradação e vim aqui compartilhar o mesmo sentimento....
Por que me atraio sobre o tema incesto se não tenho interesse sexual em ninguem da familia?
Ver o filme pelos olhos de Zurlini é entender que o amor, às vezes, é mais sobre cuidar do que ter. A narrativa transborda uma solidão ingênua que vai se perdendo pela dureza da vida — o dinheiro que falta, a idade que distancia, o futuro que não existe.
Ficam as palavras perdidas e o abraço nunca dado, mas eternizado.
Uma saudade perene que me fez criar, em silêncio, mil finais diferentes.